quinta-feira, 30 de junho de 2011

A verdadeira luta hoje travada

Padre Elílio de Faria Matos Júnior

O filósofo Karl Jaspers identificou na Antiguidade o que ele chamou de “tempo-eixo”, um período de tempo entre 800 e 200 a.C., que, da Grécia até o Extremo Oriente, foi capaz de forjar o destino da história subsequente. O que caracterizou esse fecundo período, na verdade, foi a tomada de consciência de que o sentido do mundo não se encerra no próprio mundo. Rompendo com visões rigidamente cosmocêntricas, grandes individualidades na Grécia (os filósofos), em Israel (os profetas), na China e na Índia apontaram para uma Realidade metacósmica e nela viram o fundamento do mundo e do homem.

Notadamente, o globo simbólico de nossa civilização ocidental foi constituído pelo encontro de duas experiências nascidas no tempo-eixo, a saber, a experiência da Revelação em Israel e a experiência da Ideia na Grécia. Em ambas as experiências, o homem e o mundo eram remetidos a um fundamento transcendente, que não estava simplesmente ao dispor das arbitrariedades e decisões humanas. No caso de Israel, a experiência do fundamento transcendente se realizou como acolhimento na fé de Deus que se dirige ao homem (movimento de descida); já no caso da Grécia, a experiência se perfaz no movimento de subida, em que se procura alcançar a razão última do mundo e do homem num supremo esforço de exercício filosófico. Num caso como no outro, o fundamento metacósmico é reconhecido como estando muito além da razão finita do homem – supra intellectum -, o que deu origem ao tema do “Deus inapreensível”, estudado pela teologia e pela filosofia.

 Foi a partir do século II de nossa era que a experiência de Israel, já tornada Cristianismo, e a experiência grega se encontraram e mutuamente se fecundaram para abrir, assim, o globo simbólico de nossa civilização ocidental. Desde então, temos vivido sob o signo do fundamento transcendente (Deus, o Absoluto). Acontece, porém, que a modernidade dita pós-cristã tem pretendido fundar um novo tempo-eixo, em contraposição ao primeiro. Um tempo em que a referência ao fundamento transcendente fosse banida de vez. A própria filosofia em geral, esquecendo-se de sua vocação originária, tem procurado transferir para a imanência a fonte de todo sentido que o homem possa ver nas coisas. Deixando de lado o Absoluto transcendente, o establishment cultural dito pós-cristão coloca a fonte de sentido no sujeito,  na natureza, na história, na cultura, na linguagem... Num périplo que parece interminável.

A luta que então se trava é a luta entre uma civilização que tem no transcendente sua medida, de um lado, e, de outro, uma civilização que procura a todo custo imanentizar toda medida, critério ou sentido. Todos os outros embates culturais derivam, de certa maneira, dessa luta fundamental. Mas um novo tempo-eixo que deixe de lado a Transcendência real estaria conforme à dignidade espiritual do homem? Não privaria o homem de sua mais alta expressão, qual seja, a busca do Absoluto?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Um novo "tempo-eixo"?

Padre Elílio de Faria Matos Júnior

Ao perlustrarmos os últimos escritos vazianos, principalmente os escritos críticos ou de ocasião[1], uma das questões que saltam aos olhos é, sem dúvida, o reconhecimento da crise da modernidade, crise na qual estamos mergulhados. O relevo da crise diz respeito sobretudo à crise ética e à crise de sentido. Na obra de Padre Vaz, vemos claramente que a crise da modernidade tem como causa, em última análise, a crise do “saber fundamental por excelência, a metafísica”[2].

O projeto filosófico moderno caracteriza-se fundamentalmente, segundo Padre Vaz, pela ambição titânica de transferir para a imanência do mundo o sentido radical da existência, sentido que, segundo o itinerário que encontrou sua mais rigorosa expressão na metafísica tomásica do esse, prendia-se à transcendência do Absoluto real em sua absoluta irredutibilidade.

Só à “inteligência espiritual”[3], em sua abertura constitutiva para o absoluto do ser, é dado reconhecer o Existente como superior summo meo e interior intimo meo[4]. A categoria de espírito e a relação de transcendência, estudadas por Padre Vaz em Antropologia filosófica I e II, mostram suficientemente que o homem é estruturalmente um ser metafísico, isto é, capax entis. Entretanto, no clima intelectual da modernidade, em virtude da “inversão dos termos do paradigma clássico”[5], a inteligência espiritual sofreu uma nova destinação, que significou, no fundo, seu processo de dissolução[6].

Ora, se a inteligência humana é dotada de “um incoercível élan metafísico”[7], a crise da metafísica só pode gerar crises nos diversos domínios da cultura. Com efeito, Padre Vaz vê desfilar no nosso tempo uma ingente procissão de pseudoabsolutos que pretendem substituir o Absoluto real, para o qual a inteligência humana está constitutivamente orientada[8]. Se o Absoluto real não é reconhecido, é natural que realidades finitas candidatem-se a tomar o seu lugar, uma vez que a natureza espiritual da inteligência e da vontade em seu dinamismo ilimitado lança o homem sem cessar para a afirmação de um sentido absoluto.

Para mostrar mais claramente a inflexão operada pela modernidade no nosso globo simbólico, cremos ser útil e necessária a menção ao que Padre Vaz fez questão de registrar em sua obra. Trata-se do assim chamado “tempo-eixo” da história da humanidade, ocorrido no mundo antigo, cuja significação elevou-se à condição de stella rectrix da história humana e, de modo particular, veio a orientar o sistema simbólico de nossa civilização ocidental até pelo menos o aparecimento da modernidade ou até a efetivação da modernidade dita pós-cristã. Ora, na visão de Padre Vaz, o que a modernidade pretende, no fundo, é fundar um novo tempo-eixo em contraposição ao primeiro. Mas será que tal pretensão está à altura do homem? Ou conforme a sua dignidade espiritual?
Na esteira de Karl Jaspers e, sobretudo, de Eric Voegelin, Padre Vaz reconhece a importância do tempo-eixo[9]. Trata-se, com efeito, de um momento histórico muito rico em significação. Situando-se no tempo entre 800 a.C. e 200 a.C. e no espaço geográfico que vai do Extremo Oriente até o Mediterrâneo, o tempo-eixo viu aparecer a formulação das grandes mensagens religiosas e filosóficas das grandes civilizações do mundo antigo.

O que caracterizou sobremaneira esse período fecundo foi o florescimento da consciência explícita de uma realidade realmente transcendente ou metacósmica. Abrindo a consciência humana para além dos rígidos quadros cosmocêntricos, a experiência da Transcendência real configurou uma consciência mais profunda do homem em sua participação no Ser:
Segundo a análise de Voegelin, apoiada nos documentos literários das diversas culturas do tempo-eixo, delineia-se então com nitidez cada vez maior a idéia de uma participação no Ser como totalidade que, compreendendo o sensível, vai, no entanto, infinitamente além dos seus limites e se apresenta ao homem como objeto da sua experiência mais profunda. É esse o núcleo germinal do problema da transcendência[10].

Duas expressões dessa experiência, “as duas mais radicais e consequentes”[11], ao se encontrarem e se imbricarem, vieram a constituir o globo simbólico da nossa civilização ocidental. São elas, de um lado, a experiência da transcendência efetivada pela tradição bíblica, e, de outro, a descoberta grega da transcendência do inteligível. Voegelin designou a irrupção da Transcendência real na consciência do povo bíblico de diferenciação profética, e a irrupção na consciência do povo grego, de diferenciação noética[12]. A tradição bíblica caracteriza-se por reconhecer um único Deus concebido como Criador, Senhor e Fim da história, a quem cabe a iniciativa de ir ao encontro do homem e oferecer-lhe a salvação pela sua Palavra (que é Cristo para o Cristianismo), que, vinda do alto (oriens ex alto), deve ser acolhida na fé. A tradição grega, por sua vez, reconheceu, como fica claro num de seus maiores filósofos, Platão, a transcendência do inteligível sobre o sensível, transcendência esta vista como Ideia absoluta e Princípio de inteligibilidade e de ordem, cuja riqueza inteligível a inteligência humana tentou expressar como Ser, Uno, Bem e Verdade transcendentes.

O movimento característico da tradição bíblica é a descida (katábasis) do Transcendente por meio de sua Palavra que é acolhida pelo crente, enquanto o movimento característico da tradição grega é a subida (anábasis) da inteligência do filósofo em direção à Transcendência, o que equivale à mais alta operação da inteligência. Padre Vaz, contudo, garante: “Em ambos os casos, porém, a fonte da Transcendência real permanece infinitamente distante e não pode ser ‘apreendida’ pela razão finita, o que dá origem ao tópico do ‘Deus inapreensível’”[13]. O evidente elemento comum entre os dois movimentos, e que está na base da possibilidade do diálogo entre fé e razão, é a estrutura teocêntrica. Sob essa comum estrutura, forjou-se a concepção do humanismo teocêntrico.

A partir do século II da era cristã, essas duas experiências da Transcendência encontraram-se, confrontaram-se e se entrelaçaram para formar a matriz simbólica da civilização ocidental sob a égide do Cristianismo. Padre Vaz ressalta que a concepção cristã de Deus, para cuja formulação confluíram a tradição bíblica e a filosofia grega, alcançou grande rigor especulativo na obra de Tomás de Aquino:
[...] o Deus Criador da Bíblia e a Idéia absoluta da filosofia grega, já identificada no médio e neoplatonismo com a Inteligência suprema, convergem, numa síntese de extraordinária densidade especulativa, para constituir a concepção de Deus da teologia cristã, que encontrará sua expressão mais rigorosa nas primeiras questões da Suma de Teologia, de Santo Tomás de Aquino[14].

Desse modo, no que toca às questões propriamente filosóficas, a razão humana pôde de fato reconhecer sua estrutura decididamente teocêntrica. A razão, em suas inquisições, mostrou-se orientada, em última análise, para a afirmação e o reconhecimento da Transcendência real. Tal a experiência que desde as origens gregas do filosofar se patenteou, encontrando em Tomás de Aquino uma expressividade ímpar. 

Ora, a modernidade representou, no fundo, um verdadeiro “abalo sísmico”[15] nessa história espiritual do Ocidente. A ideia de homem, que antes era pensada em sua dependência para com o Transcendente, passou a referir-se a si mesma, numa reivindicação de autonomia absoluta. Trata-se de uma inflexão operada na concepção mesma de homem e da fundação de um novo humanismo: o humanismo antropocêntrico. Padre Vaz vale-se dos dois grandes paradigmas da tradição, que remontam a Platão e à Bíblia, para fazer ver a inflexão operada pela modernidade: o paradigma da medida e o paradigma da imagem. O primeiro, que opôs Platão a Protágoras, diz: “Deus é a medida de todas as coisas”; ao que a modernidade retruca: “O homem é a medida de todas as coisas”. O segundo, presente também em Platão, mas consagrado definitivamente pela Bíblia, afirma: “O homem é imagem e semelhança de Deus”; ao que retruca o humanismo antropocêntrico: “Deus é imagem e semelhança do homem”[16].

Mas um novo tempo-eixo é possível? É mesmo desejável? Está conforme à natureza do homem? Não iria privá-lo de sua mais alta expressão: a relação com o Absoluto transcendente?

[1] Podemos dividir a obra de Padre Vaz em dois blocos distintos. Temos, de um lado, as obras sistemáticas e, de outro, um grande número de artigos, editoriais, notas, recensões, publicados na revista Síntese ou em outros periódicos. O primeiro bloco lança em forma sistemática os fundamentos teóricos das grandes opções de Padre Vaz, e é constituído pelos dois volumes da Antropologia filosófica, os dois volumes da Introdução à ética filosófica e, de certa maneira, pelo último livro publicado, os Escritos de filosofia VII. No segundo bloco, em grande parte reunido nos Escritos de filosofia I, II, III e VI, temos mais visível um confronto com a modernidade a partir das grandes opções vazianas; daí o fato de chamarmos esses escritos de críticos. A distinção que aqui fizemos inspira-se, de alguma maneira, em: MAC DOWELL, João Augusto A. A. História e transcendência no pensamento de Henrique Vaz. In: PERINE, Marcelo (org.). Diálogos com a cultura contemporânea: Homenagem ao Pe. Henrique C. de Lima Vaz, SJ. São Paulo: Loyola, 2003, p. 13.
[2] EF III, p. 165.
[3] Cf. AF I, p. 239-289.
[4] A dialética do superior summo meo e do interior intimo meo foi exposta por Santo Agostinho nas suas Confessiones, III, 6. Padre Vaz diz a respeito: “[…] o transcendente está além (dialeticamente, não espacialmente!) do nosso espírito finito, situado e mutável; mas, exatamente enquanto transcendente, ele se mostra imanente (in manens, o que permanece) ao espírito que o pensa, pois, se assim não fosse, estaria sujeito à lei da irredutível exterioridade que rege as relações entre os seres finitos” (EF III, 197).
[5] AF I, p. 260.
[6] Com efeito, Padre Vaz fala de “processo de dissolução da inteligência espiritual que acompanha o desenvolvimento da filosofia moderna” (AF I, p. 264).
[7] EF III, p. 184.
[8] Cf. EF III, p. 198-199.
[9] “As peculiaridades desse tempo da história, que foi denominado ‘tempo-eixo’ (Achsenzeit) mereceram a atenção dos historiadores durante todo o século XIX, quando foi possível reconstituir a cadeia das grandes civilizações eurasianas do primeiro milênio a.C. Elas estão na origem do problema filosófico em torno da direção axial da História, tema das Lições sobre a Filosofia da História de Hegel, e retomado em nosso século por Karl Jaspers no seu Origem e Meta da História. Mas foi o grande historiador contemporâneo Eric Voegelin (1901-1985) que, com soberana erudição e profunda sensibilidade filosófica, perscrutou o alcance e a significação da extraordinária experiência espiritual que surgia simultaneamente em vários focos de civilização[...]” (EF III, p. 202).
[10] EF III, p. 204.
[11] MFC, p. 297.
[12] Cf. MFC, p. 297.
[13] MFC, p. 300.
[14] HH, p. 162.
[15] HH, p. 163.
[16] Cf. HH, p. 163.

sábado, 18 de junho de 2011

Tudo em tuas mãos, Senhor!

Padre Elílio de Faria Matos Júnior

Às vezes, mesmo para quem tem fé em Deus, chega o cansaço, a sensação de que tudo foi em vão...


É nestas horas que procuro dirigir meu espírito a Ele; 


Sem palavras, tudo depositando em Suas mãos.


Estou triste, desanimado, sem incentivo...


Mas quem sabe Ele não esteja permitindo tudo isso para mostrar-me que meu incentivo deve vir somente d´Ele, não dos homens?


Tudo coloco em tuas mãos, Senhor!



sábado, 11 de junho de 2011

Missa do 8° dia da Novena de Santo Antônio - Ewbank da Câmara

MISSA DO 8° DIA DA NOVENA - 11 de junho



COMENTÁRIO INICIAL

Com.: Hoje a Igreja celebra a Solenidade de Pentecostes! O Pai e o Filho enviam à Igreja o dom do Espírito a fim de que a redenção realizada por Cristo encontre acolhida em cada coração e, assim, formemos uma verdadeira ‘comunidade de salvação’, onde reine a vontade de Deus: a bondade, a partilha, a compaixão, a compreensão, a solidariedade, o perdão... Com a ajuda do Espírito, nosso Consolador, devemos vencer o pecado: o orgulho, a inveja, a maledicência, o egoísmo, o comodismo... A Igreja deve ser uma comunidade de irmãos que anuncia alegremente as maravilhas que o Senhor tem feito! Santo Antônio vem em nossa ajuda com seu exemplo e intercessão. Hoje celebramos o 8º dia da novena em sua honra e meditamos sobre o tema “Amigo dos doentes”. O coração de Antônio foi de tal maneira dócil às inspirações do Espírito que soube reconhecer a presença de Deus nos sofredores. Com o nosso canto, acolhamos o Padre Geraldo Dondici, ministros e coroinhas. 


ANTES DAS LEITURAS

Com.: Ouçamos com atenção a Palavra que Deus nos dirige!


PRECES

(Como do folheto. Acrescentar a seguinte prece:)

· Para que Santo Antônio, por sua intercessão e exemplo, nos estimule a seguir Cristo sob o impulso do Espírito e a encontrá-lo sobretudo nos pobres, doentes e sofredores, rezemos!


FATO DA VIDA DE SANTO ANTÔNIO

Seu Pedro tinha um filho de quatro anos, aleijado das pernas. Sofria ataques também, a ponto de cair no chão e ficar se debatendo. Ouviu falar que Frei Antônio havia curado uma meninazinha que caíra num tacho de água fervendo. Criou coragem e levou seu filho para ele abençoar. Frei Antônio olhou para a criança doente. Com muita fé traçou uma grande cruz no menino, dos pés à cabeça. E entregou-o para o pai. Seu Pedro levou o menino de volta, carregando-o ainda nos braços. Parecia ter ficado como antes. Mas sua fé não diminuiu. Chegando à sua casa, experimentou colocá-lo no chão. Que surpresa: o menino começou a andar. Primeiro devagar e acompanhado. Depois, sozinho e desembaraçado. Os ataques também desapareceram. São sem conta os milagres que Santo Antônio fez em favor dos doentes. Por isso ganhou o título de taumaturgo, isto é, milagreiro. Se tinha tanto interesse por eles, é porque os amava e os valorizava. É 
porque via neles a figura de Jesus. 


ORAÇÃO

Ó Santo Antônio, nosso padroeiro! Ensinai-nos a ser uma Igreja dócil às inspirações do Espírito Santo! Como tivestes a feliz ventura de seguir a Cristo com fidelidade, obtende para nós a graça de sermos fiéis ao Espírito que nos foi dado no batismo e na crisma! Reacendei em nós o ardor missionário! Queremos aprender de Jesus! Queremos anunciar Jesus! Queremos encontrar Jesus, sobretudo nos sofredores. Abençoai nossa caminhada! Amém!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Missa do 7° dia da Novena de Santo Antônio - Ewbank da Câmara

MISSA DO 7° DIA DA NOVENA - 10 de junho


COMENTÁRIO INICIAL

Com.: Quando celebramos a Santa Missa neste 7° dia da novena de Santo Antônio, temos a alegria de recordar como nosso Padroeiro foi um grande “Defensor da Eucaristia”. Jesus entregou à Igreja o grande mistério do seu Corpo e do seu Sangue para a salvação do mundo. É dever nosso, em união com nossos Pastores, o Papa e o nosso Bispo, celebrar, defender e experienciar, a exemplo de Santo Antônio, este mistério tão grandioso! Cantemos para receber o Padre Camilo e seus auxiliares! 


ANTES DAS LEITURAS

Com.: Ouçamos com atenção a Palavra que hoje Deus nos dirige!


PRECES

(Motivação espontânea pelo celebrante)

Com.: A resposta de nossos pedidos será: Senhor, escutai a nossa prece!

1. Pela Igreja católica no mundo inteiro, viva cada vez mais intensamente do mistério da Eucaristia, rezemos ao Senhor!

R.: Senhor, escutai a nossa prece!

2. Pelo Papa, sucessor do Apóstolo Pedro, a fim de que possa cumprir fielmente a sua missão de apascentar o rebanho de Cristo, rezemos ao Senhor!

3. Para que o exemplo de Santo Antônio, Defensor da Eucaristia, provoque em nós o desejo vivo de mergulhar cada vez mais no mistério do Sacramento do Altar, rezemos ao Senhor!

4. Para que nossa participação na Eucaristia seja fonte de transformação da nossa vida, rezemos ao Senhor!

5. Por todos os que, em nossa paróquia, passam por provações, para que o amor nos inspire palavras e ações a fim de manifestarmos nossa solidariedade para com eles, rezemos ao Senhor!


FATO DA VIDA DE SANTO ANTÔNIO

Um dia Frei Antônio estava fazendo um sermão entusiasmado sobre a presença de Jesus no Santíssimo Sacramento. Um homem ia passando na praça, montado em sua mula, e parou para escutar. Era um herege que não acreditava na Eucaristia. Começou até a caçoar do santo e a desafiá-lo: - Tudo mentira desse frade! Eu só acredito nessa história, se a minha mula se ajoelhar diante dessa hóstia. Santo Antônio ouviu e aceitou o desafio. Disse mais ainda: Que deixasse a mula sem comer durante três dias e a trouxesse para a praça no dia combinado. O povo estaria esperando. E o santo iria trazer o Ostensório com a Hóstia Consagrada. No dia marcado, em plena praça, diante de grande multidão, apareceu o herege puxando a sua mula. Vinha cambaleando de fome. Logo depois chegou o santo conduzindo o Ssmo. Sacramento. A mula foi colocada entre o padre com a Hóstia e o monte de capim. O povo ficou naquela expectativa. O animal, desprezando o capim, dobrou lentamente os joelhos dianteiros diante da santa Hóstia. E assim ficou até que o santo mandasse levantar-se. O júbilo do povo foi indescritível. Dizem que o herege, bastante envergonhado, se converteu. 


ORAÇÃO PELA FAMÍLIA

Santo Antônio, em vossa vida sempre guardastes e defendestes a família, ajudando-a no cumprimento de sua missão educadora. Olhai por nossas famílias, tão expostas a perigos materiais e espirituais. Olhai de modo especial pela minha família para que nos entendamos bem, nos amemos profundamente, cultivemos a presença de Deus no lar e cumpramos seus mandamentos de amor. Olhai pelos nossos filhos para que sejam pessoas dignas, úteis à Igreja e à sociedade. Que a força da Eucaristia nos ajude! Amém.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Missa do 6° dia da Novena de Santo Antônio - Ewbank da Câmara

MISSA DO 6° DIA DA NOVENA - 9 de junho



COMENTÁRIO INICIAL

Com.: Hoje estamos reunidos novamente para cumprir o que Jesus pediu na última ceia quando transformou o pão e o vinho em seu Corpo e Sangue, dizendo “Fazei isto em memória de mim”. O tema deste 6° dia na novena de nosso Padroeiro é “Zelo pela Palavra”. Jesus pede ao Pai por todos os que creem por causa da Palavra anunciada. Santo Antônio é modelo de ouvinte que crê e de pregador entusiasmado da Palavra viva de Deus. Cantemos para receber o Padre Danilo e seus auxiliares! 


 ANTES DAS LEITURAS


Com.: Ouçamos com atenção a Palavra que hoje Deus nos dirige!


PRECES

(Motivação espontânea pelo celebrante)

Com.: A resposta de nossos pedidos será: Senhor, escutai a nossa prece!

1. Pela Igreja católica no mundo inteiro, para que anuncie com alegria e sem amarras a Palavra de Deus, que cura, salva e liberta, rezemos ao Senhor!

R.: Senhor, escutai a nossa prece!

2. Pelo Santo Padre Bento XVI, que neste mês completa 60 anos de ordenação sacerdotal, para que Deus o conserve no seu santo serviço, rezemos ao Senhor!

3. Pelos nossos Bispos e padres, anunciadores da Palavra de Deus, para que recebam do exemplo e intercessão de Santo Antônio força e entusiasmo, rezemos ao Senhor!

4. Pelas famílias de nossa paróquia, a fim de que sejam fiéis ouvintes e transmissoras da Palavra de Deus, rezemos ao Senhor!

5. Por cada um de nós em particular, para que abramos os ouvidos e o coração para crer no que Deus nos fala, rezemos ao Senhor!


FATO DA VIDA DE SANTO ANTÔNIO

Uma vez Santo Antônio foi pregar missão na cidade italiana de Rímini. Alguns hereges, porém, correram na frente e preveniram o povo daquela cidade: que ninguém fosse ouvir aquele frade, porque era falso e mentiroso. A propaganda maldosa surtiu efeito. Pouca gente compareceu às pregações. Então Frei Antônio teve uma ideia inspirada: pregaria para os peixes, a fim de dar uma lição àquele povo desatendido. Perto da cidade passava um rio. Para lá se dirigiu o santo. Logo à primeira chamada os peixes apareceram à flor d'água. Colocando as cabecinhas fora, pareciam ouvir atentamente o que lhes dizia: - Caros irmãos peixes:Vou pregar para vocês, porque as pessoas de coração duro se recusaram a ouvir a Palavra de Deus. Continuou o sermão, elogiando o papel dos peixes na História da criação. Muita gente, atraída pela curiosidade, foi ver o santo conversando com os peixes. A lição valeu. Naquela mesma noite uma imensa multidão foi ouvir contritamente o sermão do pregador. Santo Antônio sempre foi grande estudioso da Sagrada Escritura. Escreveu muitos comentários sobre a Bíblia. Por isso é chamado "Arca do Testamento", "Cofre da Sagrada Escritura", "Doutor da Igreja". 



ORAÇÃO

Ó Santo Antônio, ajudai-me a descobrir os tesouros contidos na Palavra de Deus escrita, vós que a amastes e servistes. Alcançai-me perseverança para estudá-la, sabedoria para entendê-la e prudência para praticá-la. Que minha alegria comece e termine pela Palavra de Deus, que é o pão dos pobres e o sustento da caminhada. Amém. 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Missa do 5° dia da Novena de Santo Antônio - Ewbank da Câmara



MISSA DO 5° DIA DA NOVENA - 8 de junho


COMENTÁRIO INICIAL

Com.: Nesta celebração eucarística queremos honrar a memória de Santo Antônio, celebrando o 5° dia de sua novena, cujo tema é “A devoção a Maria”. Ser devoto de Maria é colocar-se, com a mãe do “sim”, no caminho de Jesus. Não nos pode faltar essa devoção porque Jesus mesmo foi quem nos deu sua mãe por nossa mãe. Que Santo Antônio nos ajude a amar Maria para servir mais e melhor a seu filho Jesus. Acolhamos, com nosso canto, o Padre Márcio Aurélio, Vigário Forâneo da nossa forania São Miguel, e a equipe de celebração! 



ANTES DAS LEITURAS 

Com.: Ouçamos com atenção a Palavra que hoje Deus nos dirige!


PRECES

(Motivação espontânea pelo celebrante)

Com.: A resposta de nossos pedidos será: Senhor, escutai a nossa prece!

1. Pelo Papa e pelo nosso Arcebispo, para que sejam felizes em sua missão apostólica de pregar o Evangelho, rezemos ao Senhor!

R.: Senhor, escutai a nossa prece!

2. Pela nossa Forania São Miguel, cujo vigário é o Pe. Márcio Aurélio, para que com a sabedoria de Deus crie sempre laços de fraternidade evangélica entre as nossas paróquias, rezemos ao Senhor!

3. Pelo povo cristão, para que tenha em Maria Santíssima, a exemplo de Santo Antônio, uma mãe e um refúgio nas horas difíceis, rezemos ao Senhor!

4. Pelos nossos catequistas e catequizandos, para que a devoção à Mãe de Deus seja uma realidade em suas vidas, rezemos ao Senhor!

5. Para que todos nós, animados pelo exemplo e intercessão de Nossa Senhora, façamos da nossa vida uma oferta agradável a Deus e aos irmãos, rezemos ao Senhor!


FATO DA VIDA DE SANTO ANTÔNIO

Quando ainda pequenino, Antônio foi consagrado a Nossa Senhora por sua mãe. Daí para frente, cultivou sempre uma devoção muito filial à Mãe de Jesus. Onde aparece esse amor? 

1. Nos seus sermões. Falava tão bonito de Maria Santíssima. Ele gostava de aplicar para Nossa Senhora histórias da Bíblia ou cenas da natureza. Uma vez ele falou num dos muitos sermões: - Maria Santíssima é como a estrela da manhã que surge por entre as sombras da noite, anunciando o sol que vem... Maria é como o arco-íris, sinal de aliança entre Deus e a humanidade... É como um lírio que cresce à beira das águas... Como incenso desprendendo suave perfume, perfumando o ambiente...

2. Na sua vida. A vida de Antônio foi uma constante imitação das virtudes de Maria. Principalmente a pureza de coração e a generosidade no serviço de Deus.

 3. Na resposta de Maria. Certa noite Antônio acordou sufocado e assustado. Sentia violento aperto no pescoço, parecendo que alguém queria matá-lo por sufocação. Julgando fosse obra do espírito maligno, fez um grande sinal da cruz e recorreu a Maria. No mesmo instante recuperou a paz e a serenidade. 


PARA PEDIR UMA GRAÇA

Lembrai-vos, ó grande Santo Antônio, que o erro, a morte, as calamidades, o demônio, as doenças contagiosas, tudo foge com vossa intercessão. Por vós, os doentes recobram a saúde, o mar se acalma, as cadeias dos cativos se quebram, os paralíticos recobram os membros, as coisas perdidas voltam a seus donos. Os jovens e os velhos que a vós recorrem, são sempre ouvidos. Os perigos e as necessidades desaparecem. Cheio de confiança, dirijo-me a vós. Mostrai hoje vosso poder e obtende-me a graça que desejo. Amém.

Para pensar


Igreja Católica perde espaço nas favelas

Henrique Munhos 
Especial para o Diário

Facilidade na abertura de templos, força leiga e mais calor humano. Fatores como esses fazem com que, nas favelas, as igrejas evangélicas conquistem cada vez mais fiéis, que antes eram convertidos ao catolicismo.

O número de católicos no Brasil vem caindo nos últimos anos, de acordo com pesquisa do IBGE. Em 1991, 82,24% dos brasileiros eram católicos, proporção que caiu para 74% em 2010. Grande parte migrou para igrejas evangélicas, que somavam 9% de fiéis em 1991, número que hoje bate na casa dos 15,4%.

Segundo o professor de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo, Nicanor Lopes, 50 anos, esse fenômeno ganhou força a partir da década de 1970. "O que os católicos não perderam em quatro séculos, perderam em 30 anos."

Nas favelas e comunidades mais pobres, a disparidade entre o número de igrejas ou capelas católicas e evangélicas é imensa. "Igrejas evangélicas são construídas de uma hora para outra, em qualquer local. E também somem rapidamente. Já as capelas católicas são fundamentadas nas paróquias e têm uma estrutura maior", disse o padre Francesco Commissari, 45.

Ele é o coordenador da Paróquia Jesus de Nazaré, que fica na Vila São José, em São Bernardo. Além dessa, outras 14 capelas em locais pobres da cidade, como os bairros do Montanhão, Jardim Silvina e favela da Biquinha, são de sua responsabilidade. Mas Commissari estima que o número de igrejas evangélicas nesse mesmo território passe de 100. 

O pastor Marcos José Martins focou nesse tema durante seis meses, quando realizou uma tese de mestrado sobre a ‘Liderança da mulher pentecostal na periferia do poder, clero institucional na cidade de Diadema'. Somente na Vila Nogueira foram contabilizadas 44 igrejas evangélicas e cinco comunidades católicas.
Por serem autônomas, as igrejas evangélicas surgem em grande número, até como forma de rivalidade. "Há uma disputa muito grande entre lideranças. Por isso, é fácil observa uma igreja ao lado da outra, assim como dez em uma mesma rua", explicou Martins.

De acordo com Francesco Commissari, os moradores das favelas vão a menos à igreja. O envolvimento dessa população, devido à falta de conhecimento, é mais complicado. Ele também avaliou que a rotina estafante muitas vezes afasta a população do templo. "Muitos saem às 5h para o serviço e voltam somente à noite, e sobra pouco tempo livre."

O pastor João Navarro, 35, da Igreja Nazareno de Utinga, em Santo André, apontou que o trabalho dos leigos faz a diferença na fidelidade dos evangélicos. "Nossa força leiga é muito forte, e realiza trabalho em diversos lugares. Além disso, pequenos grupos fazem reuniões semanais, seja na igreja ou até nas próprias residências. Isso ajuda a difundir a religião."

Grande parte dos moradores das comunidades mais pobres é de migrantes nordestinos. Esse povo, que já sofre com uma condição de vida muitas vezes inadequada e tem dificuldade na adaptação, percebe um acolhimento maior na Igreja Evangélica. Esse também é um dos dados do estudo de Marcos José Martins. "Além de sentirem mais calor humano, essas pessoas têm maior afinação com os pastores, que em grande parte também são nordestinos."

CRÍTICAS

Para o Padre Francesco Commissari, a maior procura dos moradores das favelas pelas igrejas evangélicas acontece porque acreditam que ali resolverão seus problemas. "De acordo com a doutrina evangélica, você é um abençoado por Deus. Por isso, se tiver fé e acreditar, não sofrerá mais."

Padres revelam dificuldades para conquistar fiéis

Como forma de conquistar fieis, os padres buscam realizar novos trabalhos nas comunidades. Muitas vezes, as propostas são similares às executadas nas igrejas evangélicas.

Ajudar as pessoas em suas dificuldades, como problemas médicos, é considerado um dos principais pontos ressaltados pelos pastores evangélicos como diferencial.

O padre Francesco Commissari, da Igreja Jesus de Nazaré, afirma que tenta realizar esse tipo de trabalho, mas a falta de padres impede que isso aconteça com maior intensidade. "Aqui, temos 13 capelas e apenas três padres. Até tentamos nos aproximar do maior número de pessoas, mas é difícil."

Padre Odair Agostin, da Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, em Diadema, completou: "Tenho 60 mil fiéis aqui nacomunidade, e só eu de padre. É impossível atender todo mundo."

A dona de casa Maria Lúcia Teixeira disse que essa atenção contou no momento de mudar de religião. "Sou evangélica há 28 anos. Gostei do modo como eles pregam, das músicas e da atenção que as pessoas te dão", afirmou.

Agostin também declarou que a Igreja Católica tem de dar um poder maior para os leigos, assim como os evangélicos. "Precisamos descentralizar o poder e colocá-lo nas mãos dos leigos. Temos uma cultura conservadora, que só aceita a palavra do padre."

Outra reclamação de Agostin diz respeito à própria classe. "Precisamos falar uma linguagem mais simples. Muito dessa evasão acontece por conta de as pessoas não entenderem o que queremos passar."

Para o padre da Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, há de se tomar cuidado na tentativa de conquistar devotos. "Não se pode trazer só por trazer. Se eu tocar certo tipo de música na igreja, certamente muitos jovens vão aparecer. Agora, o importante é que os fiéis tenham o mesmo compromisso de antigamente."
Sobrinho busca seguir os passos do tio

Por conta de uma parceria entre a Diocese de Ímola e a de Santo André, Francesco Commissari chegou da Itália há quatro anos. O padre trabalha na mesma área desbravada pelo tio, Leo Commissari, que foi assassinado em 1998, na favela do Oleoduto, em São Bernardo.

Francesco encontrou apenas uma vez com o tio, quando este foi passar férias na Itália. O então menino tinha 12 anos, e se lembra pouco do padre que trabalhava no Brasil desde 1978.

Porém, é impossível não saber sobre a importância do trabalho de Leo Commissari em São Bernardo. "Ele tinha uma preocupação muito grande com as pessoas, seja na forma material quanto espiritual. Além disso, ele deixou uma marca muito forte, que foi o centro profissionalizante", lembrou Francesco.

O Centro de Formação Profissional Padre Leo Commissari, criado em 1996 e localizado na Rua Padre Leo Commissari, no Jardim Silvina, atende cerca de 600 pessoas. O local disponibiliza 11 cursos profissionalizantes, como corte e costura, padaria industrial e mecânica de autos.

Soma-se a isso atendimento psicológico, fonoaudiólogo e massoterapêutico e sete cursos culturais, como dança, teatro e capoeira, realizados aos fins de semana.

Segundo Francesco e a irmã Elisângela Dilma Miranda, 28, coordenadora de uma creche no Oleoduto, a violência diminuiu muito desde a época da morte do padre Leo. "Antes era muito mais perigoso por aqui", afirmaram.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Missa do 4° dia da Novena de Santo Antônio - Ewbank da Câmara

MISSA DO 4° DIA DA NOVENA - 7 de junho


COMENTÁRIO INICIAL

Com.: Mais uma vez reunidos em nome de Cristo! Vamos oferecer o Sacrifício Eucarístico e celebrar o 4° dia na novena de Santo Antônio, cujo tema é “Defensor da justiça”. A Palavra de Deus hoje nos ensina o que é a vida eterna que tanto desejamos: é nossa união com Deus por meio do seu enviado, Jesus Cristo. Santo Antônio, na verdade, começou a viver a vida eterna neste mundo, porque estava todo mergulhado em Deus. E foi por causa do seu profundo conhecimento de Deus que se tornou um grande defensor da justiça, levantando sua voz contra os prepotentes e opressores. Acolhamos com alegria o nosso estimado Padre Luís Duque e a equipe de celebração com nosso canto! 


ANTES DAS LEITURAS

Com.: Ouçamos com atenção a Palavra que hoje Deus nos dirige!


PRECES

(Motivação espontânea pelo celebrante)

Com.: A resposta de nossos pedidos será: Senhor, escutai a nossa prece!

1. Para que a Igreja, no mundo inteiro, seja o sacramento da íntima união com Deus e da unidade do gênero humano, rezemos ao Senhor!

R.: Senhor, escutai a nossa prece!

2. Para que a vida em Deus seja a força dos Pastores da Igreja e de todos os fiéis, a fim que que o Reino de Deus possa começar neste mundo e se cumprir plenamente no outro, rezemos ao Senhor!

3. Para que o exemplo de Santo Antônio nos motive a trabalhar incansavelmente pela justiça, na defesa dos mais fracos, rezemos ao Senhor!

4. Por todos os que exercem cargos públicos, a fim de que a justiça seja a virtude a lhes inspirar as decisões e ações, rezemos ao Senhor!

5. Para que o conhecimento de Deus e de seu enviado traga vida a este mundo tão necessitado das coisas divinas, rezemos ao Senhor!


FATO DA VIDA DE SANTO ANTÔNIO

O povo daquele tempo também vivia esfolado pelos impostos exagerados e pela usura dos gananciosos. A grande massa de povo era dominada pela prepotência de alguns. Um desses aproveitadores do povo, era um tal de Ezelino. Suas garras de abutre enterravam-se na carne viva do povo. E assim atirou muita gente na cadeia, maltratou muitos pobres, roubou terra de muitos posseiros, destruiu cidades, e espalhou o terror por toda a parte. Santo Antônio o repreendeu duramente, ameaçando-o com castigos divinos. Ezelino quis vingar-se. Fingindo-se convertido, preparou um rico presente, e pediu aos seus aduladores que o levassem para Frei Antônio, com a seguinte ordem: "Se ele aceitasse o presente, eles deveriam matá-lo. Se, porém, recusasse, que o deixassem livre". Levaram o presente, certos de que ele iria cair na arapuca. Chegando ao convento onde morava o santo, cumprimentaram-no com sorriso fingido e ofereceram o presente dizendo: "Ezelino manda este humilde presente. Pede também que reze pela salvação eterna dele". Frei Antônio, certamente iluminado pelo Espírito Santo, respondeu: "Eu nunca aceitei presente que foi comprado com dinheiro roubado. Podem levá-lo de volta". 


ORAÇÃO PARA PEDIR TRABALHO

Santo Antônio, olhai compassivo para minha necessidade. Preciso de trabalho para cumprir o mandamento do Senhor. Preciso de trabalho para sustento meu e dos meus familiares. Fazei que eu encontre um trabalho digno, remunerado e honrado. Ajudai-me neste momento angustioso, vós que conhecestes o valor do trabalho, o sacrifício da fome e a alegria de um lar feliz. Amém.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Pessoa, embrião e dignidade

Padre Elílio de Faria Matos Júnior

Hoje, mais do que nunca, o Direito positivo e as Constituições dos diversos países colocam em evidência os direitos da pessoa humana. Nunca na história da humanidade se invocaram com tanta insistência os assim chamados “direitos da pessoa”. 

A maioria, contudo, se esquece de que a carga semântica do conceito de pessoa, donde decorre toda a compreensão que se alcançou sobre a dignidade pessoal, lança suas raízes no campo da teologia e encontra sua fundamentação no discurso metafísico ou teológico. Sem uma compreensão metafísica, o conceito de pessoa perde sua inteligibilidade e fundamentação. O que acontece hoje é que vivemos numa contradição: de um lado, os direitos pessoais são defendidos e colocados em evidência como nunca dantes; de outro lado, por vivermos numa cultura que se considera pós-metafísica e mesmo pós-teológica, a fundamentação da dignidade pessoal pende no ar, não encontrando um chão para se efetivar.

A categoria de pessoa só passou a designar o indivíduo humano como uma subsistência espiritual, dotada de consciência e liberdade e aberta à totalidade do ser, depois de ter sido empregada no campo da teologia. Foi nas controvérsias trinitárias e cristológicas dos séculos IV e V que o termo pessoa, deixando sua significação funcional (“máscara”), passou a designar as relações subsistentes intra trinitárias e a desempenhar um papel fundamental no entendimento da encarnação do Filho de Deus. Pessoa, no seio da Trindade divina, designa uma relação subsistente, de tal modo que podemos dizer que pessoa é um ser que se define pela sua relação constitutiva com o outro. É um ser para o outro, é um dom de si, consciente e livre. A realidade mais real, ou seja, Deus, define-se por ser uma única substância em três pessoas realmente distintas. O conceito de pessoa não podia encerrar maior perfeição. Ele possui dignidade divina. Assim, Santo Tomás pôde dizer que persona dicitur id quod est perfectissimum in tota natura

De seu emprego na teologia, o conceito de pessoa passou a ser empregado analogicamente na antropologia: para designar o indivíduo humano, que, justamente por sua natureza racional, é abertura para a totalidade do ser. E essa antropologia personalista, que vigorou sob a influência benfazeja da teologia, constituiu, a nosso ver, um verdadeiro achado para a filosofia. Filosoficamente falando, a categoria de pessoa é adequada para designar o ser do homem em sua individualidade irrepetível e em sua intencionalidade e abertura universal. Aristóteles já tinha dito que anima est quodammodo omnia.

As sociedades arcaicas absorviam os indivíduos no todo orgnânico social, de modo que aí não havia viabilidade de afirmar com distinção a individualidade, sua irrepetibilidade e dignidade nativa. O bem da sociedade era de tal modo visado que não havia possibilidade de ver com clareza que o bem da pessoa devia ser o fim da vida social. Uma preparação para a descoberta da pessoa humana foi sem dúvida a ocorrência do tempo-eixo, estudado com profundidade por Karl Jaspers. Esse evento de consequências imponderáveis para a humanidade, ocorrido entre o séc. VIII e II a.C. entre civilizações e povos da antiguidade como China, Índia, Israel e Grécia, representou a tomada de consciência muito clara por parte de grandes indivíduos de uma relação de transcendência, que remetia o homem e o mundo para o seu fundamento meta cósmico. Foi exatamente aí que se destacaram grandes personalidades, como os profetas em Israel e os filósofos na Grécia. O tempo-eixo, ao destacar a atividade de grandes indivíduos em relação com o Transcendente, preparou o terreno para a compreensão do conceito de pessoa. Ao se colocarem em relação especial com o fundamento meta cósmico, grandes indivíduos mostraram que a vida social não é a última palavra sobre o homem, pois que o homem, sem a negar, supera a relação intersubjetiva, e deram a ver, assim, que a individualidade irrepetível se forja sobretudo pela consciência da participação no Ser, o que traz implicações éticas e sociais de alcance às vezes revolucionário.

Pessoa, em sentido antropológico, é, pois, uma individualidade. Mas não uma individualidade fechada, o que seria pobreza. Pessoa é uma individualidade, e, enquanto tal, irrepetível, singular, incomunicável, aberta, porém, às relações, que lhe são constitutivas: a relação com o mundo, com os outros e com a Transcendência. Esta última relação é o que tem definido toda a grandeza e a dignidade inalienável da pessoa. A relação de Transcendência ou com Deus coloca a pessoa ligada a um fundamento absoluto e indisponível, e, por isso mesmo, confere à pessoa uma dignidade absoluta e inegociável, rompendo com todo relativismo que poderia submetê-la a interesses escusos ou fazer dela meio para outros fins. O homem se expressa a si mesmo na medida em que se efetivam as relações, de modo especial a relação de Transcendência, e, assim, se forja a individualidade concreta ou existencial. E é na medida em que o homem se expressa que ele se mostra como pessoa.

A civilização ocidental assimilou bem, ao longo da história, a lição sobre a dignidade singular da pessoa. As reivindicações pelos direitos do homem; o rompimento com formas inadequadas de tratamento dos indivíduos, como a escravidão; a peleja pela igualdade de oportunidades e de vida digna para todos e para cada um, enfim, tudo o que coloca o homem enquanto indivíduo como portador de direitos inalienáveis deve ser visto como fruto de uma consciência que, desde os campos da teologia e da metafísica, expandiu-se para o Direito, a Política, as Constituições, etc. Os nossos Estados ocidentais, mesmo que em sua maioria se professem laicos, beberam, ainda que inconscientemente, das fontes teológicas e metafísicas. A civilização ocidental aprendeu a ver na pessoa um fim em si mesmo, nunca um meio. A dignidade pessoal é, pois, inviolável. 

A consciência e a liberdade, atributos pessoais, ao fazerem da pessoa um indivíduo capaz de acolher o Ser pela inteligência e consentir ao Ser pela liberdade, conferem-lhe graves direitos à autorrealização, bem como deveres não menos graves, uma vez que, pela liberdade, a pessoa é vocacionada a realizar-se. Desse modo, o mínimo que se espera de uma ética é a salvaguarda dos direitos pessoais e a garantia de todos e cada um poderem se desenvolver, inclusive pelo exercício dos deveres.

Mas o que tudo isso tem que ver com nosso tema, que gira em torno da bioética e da consideração do embrião desde um ponto de vista filosófico? Em breves palavras, temos de dizer: tem tudo que ver! Ora, o embrião é um embrião humano e, por isso mesmo, ele está, de alguma maneira, irradiado de dignidade humana e, portanto, pessoal.

Senão vejamos. Dado que estamos convencidos da dignidade da pessoa humana, embora eu preferisse que o discurso propriamente metafísico estivesse mais presente para apontar como convém o fundamento da dignidade nativa da pessoa, o grande debate que se levanta é o de quando começa a vida humana e quando uma vida pode ser sujeito de direitos pessoais. Creio que esclarecido este ponto, tudo se torna mais fácil.

Na ciência há um grande debate sobre a questão. Mas uma coisa é certa: a partir da fecundação, tem início uma nova vida, que se encontra em potência para ulteriores desenvolvimentos e firmemente orientada para eles. Já não é nem a vida do espermatozoide nem a vida do óvulo. Estes, como tais, antes da fecundação, já tinham atingido o máximo de seu desenvolvimento. O espermatozoide sozinho não podia passar de um espermatozoide. O óvulo sozinho não podia passar de um óvulo. Entretanto, a partir da fecundação forma-se um novo genoma, de tal modo que, durante toda a gestação, nada mais é acrescentado, nada mais a nova vida recebe, senão os nutrientes de que precisa para continuar a viver e desenvolver-se. Com os nutrientes fornecidos pela mãe, ele desenvolve seus órgãos e aumenta seu tamanho.

Algumas posições gostariam que se pudesse falar de vida humana só a partir da nidação (a partir do 4º. dia após a fecundação), quando começam os movimentos celulares do embrião e a formação dos órgãos. Outras posições querem reconhecer a dignidade humana da nova vida quando o coração começa a bater, a partir da 4ª semana da fecundação. Outras posições ainda só veem dignidade humana na nova vida a partir da transição do estado de embrião para o estado de feto, quando se completa a generalidade dos órgãos e passa a ocorrer só o aumento do tamanho. A passagem para o estado de feto ocorre por volta de 8 semanas após a fecundação. Há também quem sustente que a vida propriamente humana existe só quando está formado o sistema nervoso central (ora, o sistema nervoso só completa seu pleno desenvolvimento na adolescência). Por fim, há cientistas que opinam que só quando aparece a autoconsciência a vida é propriamente humana, o que aconteceria por volta dos 18 meses após a fecundação. Mas, então, um indivíduo em coma não teria vida propriamente humana? Seria justificável, então, abortar a vida com 6, 7, 8 ou nove meses de gestação? Seria justificável considerar uma criança recém-nascida como uma vida não humana? E matá-la sem por isso cometer um homicídio?

O que essas variadas posições sobre quando começa a vida humana não parecem considerar é que, segundo dados seguros da ciência, desde a fecundação temos uma outra vida, que não é a vida do espermatozoide, não é a vida do óvulo, nem é a vida dos pais. A nova vida que começa com a fecundação representa um novo ciclo vital com uma identidade bem determinada e com uma orientação a um desenvolvimento bem definido. Identidade e orientação são as duas grandes características da nova vida. É o novo genoma que determina essa identidade e essa orientação, orientação que, coordenada e contínua, se não interrompida, vai culminar em uma vida carregada de expressões pessoais. As multiplicações celulares ocorridas nos primeiros dias após a fecundação não fazem da nova vida um “amontoado de células”, como por vezes se diz por aí, assim como muitos tijolos bem ordenados não são simplesmente um amontoado de tijolos, mas uma casa.

Desse modo, com os dados que temos da ciência, é forçoso reconhecer que o zigoto é o primórdio de um novo ciclo vital e, portanto, de um novo organismo humano. Isso foi abertamente reconhecido pelo Comitê Warnock com as seguintes expressões: “Uma vez que o processo começou, não há nenhuma parte do processo de desenvolvimento que seja mais importante que outra; todas são parte de um processo contínuo, e se cada etapa não acontece normalmente, no tempo justo e na correta sequência, o desenvolvimento ulterior cessa”.

Com essas considerações, o olhar filosófico não poderia deixar de ver no embrião humano brilhar o esplendor da dignidade humana ou da dignidade pessoal, da qual falamos. É certo que as controvérsias da ciência sobre quando começa a vida propriamente humana geram muitas vezes confusões e ambiguidades que, do ponto de vista meramente científico, talvez nunca sejam solucionadas. E não é tarefa da ciência determinar com a precisão de um relógio quando começa a vida propriamente humana. O começo da vida humana não é uma questão simplesmente técnica ou relativa à precisão de um relógio. É preciso olhar a questão do ponto de vista filosófico e ético. Ora, desde este olhar, e com os dados que a ciência pode nos fornecer, é no mínimo temerário não considerar já o zigoto como portador de dignidade humana. A partir da fecundação, temos o início de um novo ciclo vital dotado de identidade bem definida e de orientação bem precisa, de tal modo que podemos dizer que a nova vida que se inicia nunca se tornaria humana se já não o fosse desde o início. É esse processo, como um todo, de geração e de desenvolvimento de uma nova vida humana, processo pelo qual eu mesmo fui gerado e me desenvolvi, que deve ser absolutamente respeitado como portador de uma dignidade verdadeiramente humana.

Falamos de dignidade da pessoa, inviolável. A pessoa é um fim em si mesmo, jamais um meio. E a pessoa é também expressividade. Contudo, deve-se reconhecer que o embrião não pode ainda se se expressar como pessoa. Mas nem a criança antes do uso da razão o pode plenamente. Deve-se dizer que ter dignidade pessoal e poder expressar-se como pessoa por atos de inteligência, vontade e relações não são a mesma coisa. Pode ser que uma vida tenha a dignidade pessoal, como dificilmente a negaríamos para uma criança antes do uso da razão ou para um enfermo em coma, sem poder expressar-se por atos pessoais. O embrião humano, por tudo o que vimos, tem dignidade pessoal, ainda que não possa se expressar com atos pessoais. E, por causa de sua dignidade pessoal inalienável, deve ser absolutamente respeitado, já que absoluto é o valor da pessoa.

sábado, 4 de junho de 2011

Missa do 3° dia da Novena de Santo Antônio - Ewbank da Câmara

MISSA DO 3° DIA DA NOVENA - 6 de junho às 19h


COMENTÁRIO INICIAL

Com.: Com alegria, acolhemos a todos para esta Santa Missa, na qual celebramos o mistério da Ascensão do Senhor. Ao subir aos céus, Jesus nos mostra que estamos a caminho da casa do Pai. Não temos aqui morada permanente. Mas é certo que devemos viver bem aqui neste mundo, fazendo a vontade de Deus, para passarmos para a Casa do Pai com paz e tranquilidade. Continuando a nossa novena do padroeiro Santo Antônio, celebramos o seu 2° dia, cujo tema é “Homem de oração”. Foi porque ele se dedicava à oração que se tornou santo, seguindo os passos de Jesus até o céu. Cantemos para acolher o celebrante e seus auxiliares. 


ANTES DAS LEITURAS

Com.: Ouçamos com atenção a Palavra que hoje Deus nos dirige!


PRECES

(Motivação espontânea pelo celebrante)

Com.: A resposta de nossos pedidos será: Senhor, escutai a nossa prece!

1. Para que o mistério da Ascensão do Senhor recorde à Igreja inteira que a nossa meta é a comunhão com Deus nos céus, rezemos ao Senhor!

R.: Senhor, escutai a nossa prece!
2. Para que o Papa e os bispos tenham força e coragem de anunciar ao mundo de hoje a fé em Jesus Cristo, que morreu ressuscitou e subiu aos céus, rezemos ao Senhor!

3. Para que a nossa fé no Reino dos Céus não nos deixe esquecer que esse Reino já começa aqui na terra quando amamos a Deus e o próximo, rezemos ao Senhor!

4. Para que a vida de oração do nosso padroeiro Santo Antônio leve-nos a ser também homens e mulheres de oração, sedentos de Deus em nossa vida, rezemos ao Senhor!

5. Por todos os jovens de nossa paróquia, para que se sintam interpelados por Cristo e o escolham como Mestre e Guia, no compromisso com a Igreja e com os irmãos, rezemos ao Senhor!



FATO DA VIDA DE SANTO ANTÔNIO

Antigamente muitos iam morar no deserto, conduzidos pelo Espírito Santo. Ou sozinhos ou em grupos, ali viviam entregues à oração, à penitência e à contemplação das coisas de Deus. Moravam em grutas ou ermidas que eles mesmos construíam. Também Frei Antônio sentiu esse impulso. Morou algum tempo no eremitério de Monte Paulo, junto com alguns colegas franciscanos. Foi um tempo de muita pobreza e muita oração. O quartinho em que dormia era uma espécie de gruta ou lapa. Teciam a própria roupa e plantavam para comer. Foi um dos períodos mais felizes da sua vida. Antônio fazia questão de executar os trabalhos mais humildes e mais pesados. Varria o eremitério, lavava os utensílios de cozinha, cuidava da horta, buscava água. Unia a oração com o trabalho. Foi um tempo de paz. Durou pouco esse tempo de paz. Talvez um ano. Como Jesus em Nazaré, foi uma boa preparação para as atividades missionárias que logo estariam começando. Mesmo peregrinando de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, mesmo cercado de imensas multidões, Antônio conservou aquele espírito de recolhimento. Vivia falando com Deus na oração, para poder falar de Deus aos homens. No final da vida, cansado da labuta missionária, voltaria à solidão a fim de 
escrever seus livros e meditar sobre as realidades divinas. 

ORAÇÃO

Santo Antônio, amigo de Deus e dos pobres, peço-vos a graça de saber rezar. A oração é o alimento da alma e o caminho que nos leva a Deus. Pela oração nossos problemas, quer sejam materiais ou espirituais, pessoais ou sociais, podem encontrar a luz esperada. É na oração que nossa alma repousa em Deus e cria forças para servi-Lo nos pobres. Santo Antônio, alcançai-me a graça de saber rezar. Amém.