segunda-feira, 30 de maio de 2011

Missa do 2° dia da Novena de Santo Antônio - Ewbank da Câmara

MISSA DO 2° DIA DA NOVENA - 5 de junho às 19h
 

COMENTÁRIO INICIAL 

Com.: Com alegria, acolhemos a todos para esta Santa Missa, na qual celebramos o mistério da Ascensão do Senhor. Ao subir aos céus, Jesus nos mostra que estamos a caminho da casa do Pai. Não temos aqui morada permanente. Mas é certo que devemos viver bem aqui neste mundo, fazendo a vontade de Deus, para passarmos para a Casa do Pai com paz e tranquilidade. Continuando a nossa novena do padroeiro Santo Antônio, celebramos o seu 2° dia, cujo tema é “Homem de oração”. Foi porque ele se dedicava à oração que se tornou santo, seguindo os passos de Jesus até o céu. Cantemos para acolher o celebrante e seus auxiliares. 


ANTES DAS LEITURAS

Com.: Ouçamos com atenção a Palavra que hoje Deus nos dirige! 


PRECES

(Motivação espontânea pelo celebrante) 

Com.: A resposta de nossos pedidos será: Senhor, escutai a nossa prece!

1. Para que o mistério da Ascensão do Senhor recorde à Igreja inteira que a nossa meta é a comunhão com Deus nos céus, rezemos ao Senhor! 

R.: Senhor, escutai a nossa prece! 

2. Para que o Papa e os bispos tenham força e coragem de anunciar ao mundo de hoje a fé em Jesus Cristo, que morreu, ressuscitou e subiu aos céus, rezemos ao Senhor! 

3. Para que a nossa fé no Reino dos Céus não nos deixe esquecer que esse Reino já começa aqui na terra quando amamos a Deus e o próximo, rezemos ao Senhor! 

4. Para que a vida de oração do nosso padroeiro Santo Antônio leve-nos a ser também homens e mulheres de oração, sedentos de Deus em nossa vida, rezemos ao Senhor! 

5. Por todos os jovens de nossa paróquia, para que se sintam interpelados por Cristo e o escolham como Mestre e Guia, no compromisso com a Igreja e com os irmãos, rezemos ao Senhor!
  

FATO DA VIDA DE SANTO ANTÔNIO 

Antigamente muitos iam morar no deserto, conduzidos pelo Espírito Santo. Ou sozinhos ou em grupos, ali viviam entregues à oração, à penitência e à contemplação das coisas de Deus. Moravam em grutas ou ermidas que eles mesmos construíam. Também Frei Antônio sentiu esse impulso. Morou algum tempo no eremitério de Monte Paulo, junto com alguns colegas franciscanos. Foi um tempo de muita pobreza e muita oração. O quartinho em que dormia, era uma espécie de gruta ou lapa. Teciam a própria roupa e plantavam para comer. Foi um dos períodos mais felizes da sua vida. Antônio fazia questão de executar os trabalhos mais humildes e mais pesados. Varria o eremitério, lavava os utensílios de cozinha, cuidava da horta, buscava água. Unia a oração com o trabalho. Foi um tempo de paz. Durou pouco esse tempo de paz. Talvez um ano. Como Jesus em Nazaré, foi uma boa preparação para as atividades missionárias que logo estariam começando. Mesmo peregrinando de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, mesmo cercado de imensas multidões, Antônio conservou aquele espírito de recolhimento. Vivia falando com Deus na oração, para poder falar de Deus aos homens. No final da vida, cansado da labuta missionária, voltaria à solidão a fim de 
escrever seus livros e meditar sobre as realidades divinas. 


ORAÇÃO

Santo Antônio, amigo de Deus e dos pobres, peço-vos a graça de saber rezar. A oração é o alimento da alma e o caminho que nos leva a Deus. Pela oração nossos problemas, quer sejam materiais ou espirituais, pessoais ou sociais, podem encontrar a luz esperada. É na oração que nossa alma repousa em Deus e cria forças para servi-Lo nos pobres. Santo Antônio, alcançai-me a graça de saber rezar. Amém. 

sábado, 28 de maio de 2011

Missas da Novena de Santo Antônio em Ewbank da Câmara

As Missas com a Novena de Santo Antônio de Ewbank da Câmara (MG) começam no dia 4 de junho (sábado), às 19h, na matriz de Santo Antônio. Publicamos, dia por dia, para as equipes de liturgia e o povo em geral, os textos do comentário, as preces e o fato da vida de Santo Antônio com a respectiva oração do dia da novena.


MISSA DO 1° DIA DA NOVENA - 4 de junho às 19h


COMENTÁRIO INICIAL

Com.: Com alegria, acolhemos a todos para esta Santa Missa, na qual celebramos o mistério da Ascensão do Senhor. Ao subir aos céus, Jesus nos mostra que estamos a caminho da casa do Pai. Não temos aqui morada permanente. Mas é certo que devemos viver bem aqui neste mundo, fazendo a vontade de Deus, para passarmos para a Casa do Pai com paz e tranquilidade. Hoje, celebramos também o 1° dia da novena de nosso padroeiro Santo Antônio, cujo tema é a “Vocação de Antônio”. Foi porque ele ouviu a voz de Deus em sua vida que se tornou santo, seguindo os passos de Jesus até o céu. Cantemos para acolher o celebrante e seus auxiliares.


ANTES DAS LEITURAS 

Com.: Ouçamos com atenção a Palavra que hoje Deus nos dirige!


PRECES
(Motivação espontânea pelo celebrante)

Com.: A resposta de nossos pedidos será: Senhor, escutai a nossa prece!

1. Para que o mistério da Ascensão do Senhor recorde à Igreja inteira que a nossa meta é a comunhão com Deus nos céus, rezemos ao Senhor!

R.: Senhor, escutai a nossa prece!

2. Para que o Papa e os bispos tenham força e coragem de anunciar ao mundo de hoje a fé em Jesus Cristo, que morreu ressuscitou e subiu aos céus, rezemos ao Senhor!

3. Para que a nossa fé no Reino dos Céus não nos deixe esquecer que esse Reino já começa aqui na terra quando amamos a Deus e o próximo, rezemos ao Senhor!

4. Para que o exemplo de Santo Antônio, nosso padroeiro, que foi fiel à vocação recebida de Deus, nos estimule a fazer o mesmo, rezemos ao Senhor!

5. Por todos os doentes de nossa paróquia, para que, aliados à Cruz do Salvador, experimentem a força renovadora da Páscoa, rezemos ao Senhor!


FATO DA VIDA DE SANTO ANTÔNIO

Santo Antônio nasceu em Portugal, no ano de 1195. Ele era de família nobre e rica. O pai, senhor Martinho, ocupava o cargo de prefeito de Lisboa. A mãe, dona Teresa, pertencia à alta nobreza. Mas o melhor título que possuíam, era o de serem cristãos.O menino crescia, cercado de todos os cuidados: Boa instrução religiosa, boas escolas, muito conforto e muito luxo. Pouco a pouco foi percebendo que esse mundo de luxo e de vaidade não servia para ele. Vivia intranquilo. Deus o chamava para uma vida de doação e simplicidade evangélica.Tentou esse tipo de vida na Ordem dos Cônegos Agostinianos. Sentia-se bem nessa vida de convento. Mas queria mais. Queria ser missionário na África. Queria morrer mártir pela fé. Ouviu falar dos Frades Franciscanos. Eram pessoas simples que serviam a Deus e ao próximo na maior pobreza e desprendimento. Pegavam os serviços mais humildes e até pediam esmola, como pobres, para se manter. Antônio gostou dessa vida de abnegação. Passou para os Franciscanos. Encontrara finalmente sua vocação: ser missionário na pobreza, na doação e no desapego.


ORAÇÃO

No final desta celebração, nós queremos pedir, glorioso Santo Antônio, que continueis sendo o defensor dos fracos, dos sofridos, dos abandonados, do povo que vive sem rumo. Pedi a Jesus, a Nossa Senhora e aos vossos companheiros no céu, que nos animem na caminhada e nos defendam de todos os laços da maldade, nós que caminhamos nas estradas da vida rumo ao céu. Amém.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Passar dos fenômenos ao fundamento

Padre Elílio de Faria Matos Júnior

Encontrar o fundamento!
A situação da filosofia atual, e da cultura de um modo geral, é crítica. De um lado, a subjetividade moderna ainda exerce amplamente seu domínio, estendendo-se sobretudo ao campo científico-técnico, elevando o homem, enquanto sujeito, a critério absoluto do ser e do fazer, o que traz sérias implicações. De outro lado, talvez mesmo em virtude da lei moderna do homo mensura, nosso tempo carece, de modo especial, de uma cosmovisão, seriamente refletida, que dê um sentido e uma direção básica, um fundamento para a existência humana, que, não enxergando, na situação atual, senão sua marca finita em todas as coisas, busca no sentimento ou num vago misticismo aquele suplemento de alma que lhe falta.

Segundo Lima Vaz[1], devemos remontar ao que ele, seguindo a terminologia de Karl Jaspers, chama de tempo-eixo da história para compreender bem a inflexão que a modernidade operou na concepção do ser. Tal tempo-eixo situa-se entre 800 e 200 a.C.: foi nesse período que se desenvolveram grandes civilizações do mundo antigo e formularam-se as grandes mensagens religiosas e filosóficas. Ora, entre as descobertas decisivas desse período, está a descoberta da Transcendência real, isto é, uma realidade metacósmica que seria o fundamento último de todas as coisas. Lima Vaz diz que muitas foram as expressões culturais, do Extremo Oriente ao mundo mediterrâneo, da descoberta da Transcendência. Duas dessas expressões, porém, estariam destinadas a fundar nossa civilização ocidental: de um lado, a revelação bíblica do Deus pessoal e único, Criador e Senhor da história, princípio e fim de todas as coisas; de outro lado, a intuição filosófica da Ideia Absoluta, Princípio Supremo de inteligibilidade e de ordem, conceptualizado como Ser, como Uno, como Bem e como Verdade transcendentes. Nos fins da Antiguidade, o Deus criador da tradição bíblica e a Ideia absoluta da tradição grega, esta já identificada no médio e neoplatonismo com a Inteligência suprema, convergiram, numa síntese de invejável vigor especulativo, para formar a concepção do Deus cristão, concepção esta que em Santo Tomás de Aquino encontraria sua expressão mais rigorosa.

Ora, o que Lima Vaz pretende nos dizer com tudo isso é que tanto o pensamento antigo quanto o medieval perfizeram a experiência da Transcendência real, fundamento e razão última de todas as coisas. Platão celebrou tal Transcendência como Beleza em si, e a tradição cristã, reconhecendo na Transcendência o Deus revelado por Cristo, atribuiu-lhe a Beleza como um de seus divinos nomes[2]. Note-se que, e é bom reafirmá-lo, a experiência da Transcendência real, sistematizada pela filosofia e teologia cristã, nada tem que ver com a experiência de um conceito claro e distinto ao modo cartesiano. É uma experiência do que é inefável, não por escassez de inteligibilidade, mas por excesso.

O que se verificou na modernidade, segundo Lima Vaz, foi a inflexão da Transcendência real para a transcendência lógica. Tal inflexão se caracteriza pela primazia dada ao sujeito em detrimento do ser. Se antes era a Transcendência o critério último de inteligibilidade, a partir da modernidade assistimos ao desdobramento do afirmar-se, cada vez maior, do sujeito humano como critério. Immanuel Kant, a título de exemplo, proclama de alto e bom tom a "revolução copernicana" levada a cabo nos domínios da filosofia, "revolução" essa segundo a qual já não é o Eu penso que gira em torno do objeto, mas, ao contrário, é o objeto que gira em torno do Eu penso.

A razão humana, privada de um princípio de inteligibilidade radical que lhe desse real fundamento, passou a fundar-se sobre si mesma, encerrando-se no círculo de sua finitude. A contemplação do Ser em sua alteridade e transcendência real cedeu lugar ao domínio sobre os fenômenos e suas relações lógicas segundo a capacidade finita da razão. Não sem razão se diz que o modelo de razão que tem predominado nos tempos modernos é o da "razão instrumental", interessada tão somente em ligar meios a fins, com propósitos eminentemente práticos e utilitários[3]. O ideal da vida contemplativa (bíos theoretikós), predominante da Antiguidade e Idade Média, foi substituído pelo ideal da atividade e produtividade (operari). Foi a partir desse modelo moderno de razão que a civilização ocidental pôde constituir-se "sob a norma da tecnociência regendo todos os campos da nossa atividade: o conhecimento, o agir ético, o agir político, a criação artística, o trabalho"[4].

Em certo sentido, essa razão instrumental ou operacional que vimos nascer acabou por tirar do Homem a capacidade de contemplar o Ser e deter-se ante a sua perene novidade, maravilha e beleza. A mentalidade técnico-científica já não se espanta ou se maravilha diante do milagre do ser, pois se interessa apenas pelos fenômenos e a relação lógica entre eles; está como que impossibilitada de fazer a pergunta metafísica radical: Por que existe o ser e não o nada? "A fascinação pelo objeto técnico na sua essencial referência antropocêntrica [...], é o fator verdadeiro e mais eficaz do esquecimento do Ser e do descrédito da metafísica, bem como das consequências niilistas que daí se seguem"[5]. O niilismo é resultado da perda da capacidade de ousar adentrar no mistério do ser; Platão referia-se a essa ousadia como uma luta de gigantes em torno do ser[6]. Num horizonte cultural onde já não se colocam as questões fundamentais da existência, tais como De onde vim? Para onde vou? Por que o mal? Como devo agir?, aí não se pode discernir o verdadeiro do falso, o bem do mal, a beleza da fealdade. Na encíclica Fides et Ratio, João Paulo II insta-nos a passar dos fenômenos para o fundamento[7], na convicção de que a razão humana, embora limitada, pode alcançar a certeza das verdades básicas e fundamentais da existência humana.



[1] Cf. LIMA VAZ, Henrique C. Humanismo hoje: tradição e missão. Síntese, Belo horizonte, ano 28, n. 91, p.157-168, 2001.
[2] PSEUDO-DIONÍSIO, o Areopagita. Os nomes divinos. In ______. Obra completa. São Paulo: Paulus, 2004, p. 38ss.
[3] Nesse sentido, lamenta João Paulo II: "...é preciso não esquecer que, na cultura moderna, foi alterada a própria função da filosofia. De sabedoria e saber universal que era, foi-se progressivamente reduzindo a uma das muitas áreas do saber humano; mais, sob alguns de seus aspectos, ficou reduzida a um papel completamente marginal. Entretanto, foram-se consolidando sempre mais outras formas de racionalidade, pondo assim em evidência o caráter marginal do saber filosófico. Em vez de apontarem para a contemplação da verdade e a busca do fim último e do sentido da vida, essas formas de racionalidade são orientadas, ou pelo menos orientáveis, como ‘razão instrumental’ ao serviço de fins utilitaristas, de prazer ou de poder" (JOÃO PAULO II. Encíclica "Fides et Ratio" (14-9-1998). São Paulo: Paulinas, 1998, n.47).
[4] LIMA VAZ, Henrique C. de. Raízes da modernidade. São Paulo: Loyola, 2002, p. 255.
[5] Ibidem, p. 282.
[6] Cf. PLATÃO. Sofista 246 a 4-5, apud LIMA VAZ, Henrique C. de, Escritos de filosofia III, p. 311.
[7] Cf. JOÃO PAULO II. Encíclica "Fides et Ratio" , n. 83.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

João Paulo II combatia com a força de um gigante

Sua Santidade o Papa Bento XVI beatificou, no último dia 1°, o servo de Deus João Paulo II, Papa. É uma alegria, sem dúvida, para o mundo católico ver mais um dos Sumos Pontífices elevado à honra dos beatos da Santa Igreja. Isso significa uma injeção de ânimo na busca de fidelidade a Jesus Cristo e à sua Igreja. 

Num mundo em que a santidade parece obsoleta, a beatificação de João Paulo II é um mônito que nos adverte que a intimidade com Deus ou a vida absorta no mistério de Cristo é coisa sempre atual. Ser santo deve ser, ainda hoje, a meta de cada batizado. A busca sincera de Deus, o Deus-Ágape anunciado por Jesus, deve ser a resposta às crises provocadas no interior da Igreja por causa do pecado de seus filhos. A busca da verdade é a garantia da verdadeira liberdade pela qual o mundo tanto anseia. A fé no Deus de Jesus Cristo é a força que nos garante a vitória!

Bento XVI recordou em sua bela homilia que João Paulo II combateu com a força de um gigante porque estava unido a Deus. Venceu o marxismo, corrente que parecia irreversível, e mostrou ao mundo que não se deve ter medo de ser cristão. Com efeito, o cristianismo é sempre moderno porque a "alma é naturalmente cristã" (Tertuliano).

Beato João Paulo II, rogai por nós. Rogai pela Igreja, que tanto amastes, hoje com o rosto ferido pela infidelidade de muitos batizados. Rogai pelo mundo, em grande parte chafurdado no consumismo e no hedonismo, para que se deixe guiar por quem lhe pode dar a verdadeira vida. Rogai pelas famílias, ameaçadas por ideologias que não respeitam a "ecologia humana", para que sobrevivam aos desafios do tempo presente. Rogai, beato João Paulo II, para que venha a nós o Reino do amado Filho de Deus, a quem servistes zelosamente como seu vigário na terra.



domingo, 1 de maio de 2011

Ajoelhar-se na Missa ajuda a vencer a idolatria

Fonte: ACI Digital

O perito em liturgia e arte sacra, Monsenhor Marco Agostini, assegurou que ajoelhar-se na Missa é uma boa maneira de vencer a idolatria pois é uma resposta do homem à “Epifania de Cristo”.

Mons. Agostini, oficial da segunda seção da secretaria de Estado e um dos mestres de cerimônia pontifícios escreveu no jornal L’Osservatore Romano que os formosos pavimentos de muitas igrejas antigas foram “feitos para os joelhos dos fiéis” como um “tapete perene de pedras” para a oração e a humildade.

“Hoje os genuflexórios desapareceram em muitas igrejas e se tende a remover os balaustres diante dos quais alguém podia se aproximar da comunhão de joelhos”, sustenta o perito segundo uma tradução do texto divulgada pelo vaticanista Sandro Magister.

“Entretanto no Novo Testamento o gesto de ajoelhar-se apresenta cada vez que se apresenta a divindade de Cristo a alguém: pense-se por exemplo nos Magos, o cego de nascimento, a unção de Betânia, a Madalena no jardim na manhã de Páscoa”, acrescenta Mons. Agostini.


O perito recorda que “Jesus mesmo disse a Satanás, que queria impor-lhe uma genuflexão equivocada, pois só a Deus se deve dobrar o joelho. Satanás pede ainda hoje que se escolha entre Deus ou o poder, Deus ou a riqueza, e trata ainda mais profundamente. Mas assim não se dará glória a Deus de maneira nenhuma; os joelhos se dobrarão para aqueles que o poder lhes favoreceu, para aqueles aos quais se tem o coração unido através de um ato”.

“Voltar a ajoelhar-se na Missa é um bom exercício de treinamento para vencer a idolatria na vida, além de ser um dos modos da ‘actuosa participatio’ dos que fala o último Concílio. A prática é útil também para perceber a beleza dos pavimentos (ao menos dos antigos) de nossas igrejas. Frente a alguns dá vontade de tirar os sapatos como fez Moisés diante de Deus que lhe falava da sarça ardente”, assinala.

Para Magister, “ajoelhar-se hoje –especialmente sobre o piso– caiu em desuso. Tanto é assim que suscita surpresa o desejo de Bento XVI de dar a comunhão aos fiéis na boca e de joelhos”.

“Mas mais que de uma novidade, se trata de um retorno à tradição. As outras são o crucifixo ao centro do altar, ‘para que todos na missa olhem para Cristo e não para uns aos outros’, e o uso frequente do latim ‘para sublinhar a universalidade da fé e a continuidade da Igreja’”, explica Magister.

O vaticanista sustenta que “perdeu-se de vista também o sentido da pavimentação das igrejas. Tradicionalmente muitas delas foram ornamentadas precisamente para servir de fundamento e guia à grandeza e profundidade dos mistérios celebrados”.

“Hoje poucos são os que advertem que pavimentos tão formosos e preciosos são feitos também para os joelhos dos fiéis: um tapete de pedra sobre o qual prostrar-se diante do esplendor da epifania divina”, acrescenta.