domingo, 29 de janeiro de 2012

Forças de descristianização




Na América Latina existe, sem dúvida, um movimento muito forte que visa a destruir as suas raízes cristãs, que ainda são muito vivas no coração do povo. Infelizmente, vivemos um processo de descristianização, que, ao que parece, está sendo muito bem arquitetado por adeptos de uma ideologia secularista e pós-modernista.

O secularismo se expressa pelo banimento de Deus e dos valores religiosos da vida social ou pública. Não se pergunta se tais valores estão em conformidade com a razão e com a dignidade humana. Simplesmente não se quer que as expressões da fé em Deus interfiram no âmbito da sociedade como tal. Assim, chega-se mesmo a proibir o uso de símbolos religiosos no âmbito público, como tem acontecido já em alguns países. O pós-modernismo se expressa pelo descrétido à verdade e pelo relativismo moral. Nesse sentido, a religião fica restrita ao âmbito do privado e entendida como simples escolha do gosto pessoal, sem nenhum vínculo com a verdade ou com o bem moral ou social.

Algumas estratégias usadas para descristianizar nossa América Latina:

a) Dar a crer que o povo fiel pode seguir a Jesus Cristo sem pertencer à Igreja; ora, se a Igreja se enfraquece, a fé aos poucos vai cedendo lugar aos modismos de cada época (um certo discurso dos evangélicos que apregoa Cristo sem religião muito contribui para isso);

b) Apagar da mente dos latino-amercanos a imagem de Jesus Cristo Deus e homem, para reduzi-lo a um simples homem, ainda que tomado como um grande vulto da história da humanidade;

c) Extirpar a noção mesma de Deus pela falsa ideologia do cientificismo (a ciência negaria Deus), do sociologismo (Deus seria apenas uma função social), do psicologismo (Deus seria apenas uma criação de nossas necessidades ou enfermidades psíquicas); e pelo banimento do nome de Deus da vida social (censura da manisfestação pública da fé);

d) Enfraquecer a família tradicional, já que é nela que se forja a personalidade e se dão os primeiros passos no caminho da fé;

e) Exaltar a liberdade humana a ponto de dizer que o certo e o errado não existem objetivamente, mas resultam da escolha de cada um, o que leva ao relativismo moral, à disseminação galopante das drogas e à libertinagem sexual, como temos assistido...

Veja que não está fácil crer em Cristo hoje em dia, como, aliás, nunca o foi.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Santo Tomás de Aquino

Desde muito cedo, antes de entrar no seminário, aprendi a amar Santo Tomás de Aquino, seja por sua lucidez intelectual, que não deixa nada a desejar em relação aos corifeus da modernidade e pós-modernidade (e até os sobrepuja em muitos aspectos), seja por sua fé profunda no mistério de Cristo, Deus e homem, tal como o professa a Igreja Romana. Soube unir a exigência de uma razão que indaga e procura com a humildade que o fez acolher a Palavra de Deus transmitida pela voz da Esposa, a Igreja.

Santo Tomás de Aquino, rogai por nós!