O que se manifestou em Jesus de Nazaré foi a luz puríssima da realidade incriada do Ser. Essa luz, chamamo-la Verbo divino. As ideias mais puras que um homem pode conceber, os sentimentos mais nobres e as atitudes mais justas e misericordiosas apareceram na consciência e na ação de um jovem pobre, camponês da Galiléia, que, como seu pai putativo, começou a dedicar sua vida à profissão de artesão/carpinteiro/pedreiro, mas, analogamente a grandes profetas antigos, deixou tudo para proclamar o que via com os olhos da alma e sentia com o coração: é que fora tomado pelo fascínio da pureza e da grandeza da Última Realidade, que é também a Primeira. A bem da verdade, foi a Primeira e Última Realidade, em sua luz e amor eternos, que assumiu o ser criado de Jesus como órgão da manifestação da Sabedoria imperecível neste mundo temporal. O Ser fala. O Ser é luz. O Ser não é opaco nem é irracionalidade. O Ser faz surgir ordem, organismos, consciência e liberdade no mundo material....
Teologia, Filosofia e Diálogo entre Fé e Razão