A presença do mal no mundo é inquietante e desafiadora. Inquietante porque não nos rendemos à vitória final do mal, uma vez que uma forte orientação para o bem habita em nós. Desafiadora porque essa mesma orientação ao Bem infinito nos leva, ou ao menos deveria levar, a combatê-lo enquanto puderem nossas forças. Ao cristão e a todo aquele que professa a existência de Deus criador, que é a Bondade mesma e a Beleza mesma, surge a grande questão: se Deus é bom, de onde vem o mal? Se a criação é ontologicamente boa e bela, já que é fruto da Bondade e da Beleza, por que há nela o mal e a fealdade? O conceito de mal não é unívoco. Por isso, é comum distinguir o mal físico, o mal psíquico e o mal moral. Todos os tipos de mal, entretanto, fazem referência a uma só realidade: a dor. O conceito de mal é análogo porque todo tipo de mal refere-se à dor. A dor é o grande escândalo. E a dor do inocente é muito repugnante. Em termos metafísicos, devemos dizer que o mal subsistente, o puro mal, não ex...
Teologia, Filosofia e Diálogo entre Fé e Razão