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Fonte da felicidade

Padre Elílio de Faria Matos Júnior Creio que, conforme reconhecia Aristóteles, o grande desejo do homem seja a felicidade. Onde encontrá-la? Essa pergunta foi considerada pelo filósofo, uma vez que muitos em sua época pretendiam achá-la nos prazeres, na riqueza ou na honra. O Estagirita fez ver que a autêntica felicidade não pode depender, em última análise, dessas três coisas, já que, se assim fosse, a realização humana estaria à mercê de algo sobre o que jamais poderíamos ter completo domínio. A honra? Ela depende mais de quem nos honra. A riqueza? De repente, ela pode se dissolver. Os prazeres? Mas eles não representam aquilo que é especificamente humano.  Aristóteles bem viu que a posse da felicidade, decisiva para a nossa realização, deve depender de algo que não perdemos sem mais. "Ora, sentimos que o bem deva ser algo próprio ao seu possuidor e difícil de ser suprimido". Deve ser algo imune aos azares e acidentes, cuja estabilidade nos traga a alegria do repouso de...

Que é a verdade?

Dom Estêvão Bettencourt, OSB Aliás, 'que é a verdade?', já perguntava Pilatos (Jo 18,38). Existe a verdade? A sociedade contemporânea tende a relativizá-la, principalmente quando se trata de explicar o mistério do homem. As ciências naturais, em seu progresso constante, são cautelosas ao propor suas teses: o que hoje parece ser a verdade em Física, em Astronomia, em Biologia... amanhã poderá ser tido como erro. A Filosofia moderna é crítica e, por vezes, cética no tocante à possibilidade de atingir a verdade. Todavia é precisamente neste mundo que o cristão há de ter a coragem de afirmar que ele conhece a Verdade, não por ser mais inteligente do que os seus semelhantes, mas porque Deus lhe revelou o verdadeiro sentido do homem e da vida. Que falta então ao mundo de hoje? – Pode-se dizer que lhe falta o testemunho mais lúcido da verdade revelada por Deus e confiada aos discípulos de Cristo. 'Vós sois o sal da terra', diz o Senhor. 'Mas, se o sal perder o seu sabor...

E o retrato de Jesus?

Dom Estêvão Bettencourt, OSB Em síntese: Não é possível reconstituir o retrato físico de Jesus, visto que faltam dados precisos a respeito nos Evangelhos. Os antigos cristãos estavam muito mais interessados na figura de Jesus glorioso e ressuscitado do que em sua fisionomia mortal. A Tradição afirmou ora que Jesus foi muito feio, ora que foi o mais belo dos filhos dos homens, tentando valer-se de textos bíblicos. Nada disto, porém, tem fundamento. — Pode-se assegurar que, em virtude do mistério da Encarnação, Jesus devia adotar os costumes honestos dos homens do seu tempo: usava barba, cabeleira longa cortada atrás, túnica, cinto, manto, sudário para cobrir a cabeça e o pescoço frente ao sol da Palestina. Devia gozar de saúde física e psíquica vigorosa e resistente, pois viveu muito pobre e se entregou a duras tarefas sem ter, muitas vezes, onde comer e dormir; chegaram os seus parentes a tê-lo como louco, não porque fosse deficiente, mas porque se entregava, sem se poupar, às lides...

São Bento

Padre Elílio de Faria Matos Júnior Hoje é dia de São Bento de Núrsia, protagonista do monaquismo ocidental. A grande mensagem que esse santo do século VI nos deixa é a de que o homem precisa colocar a Deus como prioridade de suas escolhas: Nihil Christo praeponere . Diante de um mundo secularizado como é o nosso, o homem precisa redescobrir a beleza da fé em Deus. O homem sem Deus desumaniza-se. Torna-se escravo do finito: de si mesmo, dos outros e das coisas. Com Deus, ao contrário, ele atinge os mais altos patamares de humanidade, de liberdade interior e de vitalidade. São Bento descobriu, desde tenra idade, que o homem vivo é o homem que acolhe a Deus em sua alma e se deixa transformar pela Palavra da Verdade. Enviado à Roma pagã para estudar, vê a dissolução dos costumes reinante entre os estudantes, e prefere retirar-se para estar a sós com Deus. Foi, então, quando se voltou para Deus, não querendo outra coisa senão o que Deus mesmo queria, que p...

A verdadeira luta hoje travada

Padre Elílio de Faria Matos Júnior O filósofo Karl Jaspers identificou na Antiguidade o que ele chamou de “tempo-eixo”, um período de tempo entre 800 e 200 a.C., que, da Grécia até o Extremo Oriente, foi capaz de forjar o destino da história subsequente. O que caracterizou esse fecundo período, na verdade, foi a tomada de consciência de que o sentido do mundo não se encerra no próprio mundo. Rompendo com visões rigidamente cosmocêntricas, grandes individualidades na Grécia (os filósofos), em Israel (os profetas), na China e na Índia apontaram para uma Realidade metacósmica e nela viram o fundamento do mundo e do homem. Notadamente, o globo simbólico de nossa civilização ocidental foi constituído pelo encontro de duas experiências nascidas no tempo-eixo, a saber, a experiência da Revelação em Israel e a experiência da Ideia na Grécia. Em ambas as experiências, o homem e o mundo eram remetidos a um fundamento transcendente, que não estava simplesmente ao dispor das arbitrariedades e d...

Um novo "tempo-eixo"?

Padre Elílio de Faria Matos Júnior Ao perlustrarmos os últimos escritos vazianos, principalmente os escritos críticos ou de ocasião [1] , uma das questões que saltam aos olhos é, sem dúvida, o reconhecimento da crise da modernidade, crise na qual estamos mergulhados. O relevo da crise diz respeito sobretudo à crise ética e à crise de sentido. Na obra de Padre Vaz, vemos claramente que a crise da modernidade tem como causa, em última análise, a crise do “saber fundamental por excelência, a metafísica” [2] . O projeto filosófico moderno caracteriza-se fundamentalmente, segundo Padre Vaz, pela ambição titânica de transferir para a imanência do mundo o sentido radical da existência, sentido que, segundo o itinerário que encontrou sua mais rigorosa expressão na metafísica tomásica do esse, prendia-se à transcendência do Absoluto real em sua absoluta irredutibilidade. Só à “inteligência espiritual” [3] , em sua abertura constitutiva para o absoluto do ser, é dado reconhecer o Existente c...

Missa do 8° dia da Novena de Santo Antônio - Ewbank da Câmara

MISSA DO 8° DIA DA NOVENA - 11 de junho COMENTÁRIO INICIAL Com.: Hoje a Igreja celebra a Solenidade de Pentecostes! O Pai e o Filho enviam à Igreja o dom do Espírito a fim de que a redenção realizada por Cristo encontre acolhida em cada coração e, assim, formemos uma verdadeira ‘comunidade de salvação’, onde reine a vontade de Deus: a bondade, a partilha, a compaixão, a compreensão, a solidariedade, o perdão... Com a ajuda do Espírito, nosso Consolador, devemos vencer o pecado: o orgulho, a inveja, a maledicência, o egoísmo, o comodismo... A Igreja deve ser uma comunidade de irmãos que anuncia alegremente as maravilhas que o Senhor tem feito! Santo Antônio vem em nossa ajuda com seu exemplo e intercessão. Hoje celebramos o 8º dia da novena em sua honra e meditamos sobre o tema “Amigo dos doentes”. O coração de Antônio foi de tal maneira dócil às inspirações do Espírito que soube reconhecer a presença de Deus nos sofredores. Com o nosso canto, acolhamos o Padre Geraldo Dondici, min...

Missa do 7° dia da Novena de Santo Antônio - Ewbank da Câmara

MISSA DO 7° DIA DA NOVENA - 10 de junho COMENTÁRIO INICIAL Com.: Quando celebramos a Santa Missa neste 7° dia da novena de Santo Antônio, temos a alegria de recordar como nosso Padroeiro foi um grande “Defensor da Eucaristia” . Jesus entregou à Igreja o grande mistério do seu Corpo e do seu Sangue para a salvação do mundo. É dever nosso, em união com nossos Pastores, o Papa e o nosso Bispo, celebrar, defender e experienciar, a exemplo de Santo Antônio, este mistério tão grandioso! Cantemos para receber o Padre Camilo e seus auxiliares!  ANTES DAS LEITURAS Com.: Ouçamos com atenção a Palavra que hoje Deus nos dirige! PRECES (Motivação espontânea pelo celebrante) Com.: A resposta de nossos pedidos será: Senhor, escutai a nossa prece! 1. Pela Igreja católica no mundo inteiro, viva cada vez mais intensamente do mistério da Eucaristia, rezemos ao Senhor! R.: Senhor, escutai a nossa prece! 2. Pelo Papa, sucessor do Apóstolo Pedro, a fim de que possa cum...