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Mostrando postagens de agosto, 2009

O sentido autêntico do celibato sacerdotal

O celibato livremente assumido por amor do Reino dos Céus sempre foi visto com grande estima pela Santa Igreja Católica já desde os seus primórdios. O próprio Jesus, o fundador da Igreja, preconizou-o como via possível ao discípulo, evidentemente não obrigatória para todos: “E há eunucos que se fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem tiver a capacidade de compreender, compreenda” (Mt 19,12). Jesus, assim, não fazia outra coisa senão apresentar o que havia escolhido para si mesmo: o celibato por amor do Reino. Também São Paulo, o grande apóstolo dos gentios, estimulava vivamente a vida celibatária como meio de se unir mais intimamente ao Senhor de se dedicar mais intensamente à sua causa: “Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa cuida das coisas do mundo e do modo de agradar à esposa, e fica dividido” (1Cor 7,32-34). Não se trata, nos casos acima, de condenação ou menosprezo do matrimônio. O matrimônio, aliás, é visto

Escatologia individual, intermediária e coletiva

Padre Elílio de Faria Matos Júnior De acordo com a fé da Igreja, podemos distinguir uma escatologia individual, uma escatologia coletiva e uma escatologia intermediária [1] . A escatologia individual trata do que se dá com o Homem quando termina sua vida neste mundo. Com a morte do Homem, dá-se o início da escatologia individual. "A Igreja afirma a sobrevivência e a subsistência, depois da morte, do elemento espiritual, dotado de consciência e de vontade, de tal modo que subsista o 'eu humano', ainda que temporariamente privado do complemento do próprio corpo" [2] . Esse elemento, a Tradição da Igreja o designa por alma . Bento XII, com a Constituição Benedictus Deus de 1336 [3] , declarou que, imediatamente depois da morte, os justos, se não necessitarem da purificação do purgatório, gozam da visão face-a-face, mesmo carecendo do complemento do corpo ressuscitado. Mas, a fé da Igreja sustenta com vigor a ressurreição da carne : "...o estado de sobrevivência da

Missa Tridentina: Santa Sé diz que bispos devem seguir indicações do Papa

Cidade do Vaticano, 07 ago (RV) - O novo secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei , Dom Guido Pozzo – uma das peças-chave do Vaticano para o diálogo com os lèfebvrianos − escreveu uma carta a respeito das indicações dadas por Bento XVI sobre a celebração da Missa pré-conciliar (Rito de São Pio V), considerando que os bispos deve "estar em linha com as diretivas" do Motu Proprio Summorum Pontificum . Bento XVI permitiu a celebração com o Missal de 1962, precedente à reforma litúrgica feita pelo Concílio Vaticano II. Esse rito contempla o uso do latim e a posição do sacerdote no altar (de costas para a assembleia). A decisão do pontífice é universal, o que significa que a Missa Tridentina pode ser celebrada pelo sacerdote que o desejar, sem necessidade de autorização hierárquica (licença ou indulto) de um prelado. Os textos litúrgicos redigidos e promulgados após o Concílio continuam, todavia, a constituir a forma ordinária e habitual do Rito Romano. Dom Pozzo chego

Santidade e pecado na Igreja

Afinal, como a Igreja pode ser santa se a história está manchada pelos muitos pecados dos católicos? Ora, essa dúvida só aparece quando não se sabe exatamente o que Cristo quis dizer com as palavras As portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16, 18). Este artigo é uma adaptação de The Church Ask for Forgiveness , publicado por Alice von Hidelbrand em 2000. Conta-se que Napoleão, o vencedor de tantas batalhas, após ter mantido o Papa Pio VII prisioneiro em Fontainebleau por longo tempo, queria tomar a Igreja Católica sob a sua tutela para assim alcançar a hegemonia total na Europa. Com isso em mente, redigiu uma Concordata que entregou ao Secretário de Estado, o cardeal Consalvi. O imperador disse ao cardeal que voltaria no dia seguinte e que queria o documento assinado. Depois de ler a Concordata, Consalvi informou Sua Santidade de que assinar o documento equivaleria a vender a Igreja ao Imperador da França e, por conseguinte, implorou-lhe que não o assinasse. Quan