Pular para o conteúdo principal

Missa do 6° dia da Novena de Santo Antônio - Ewbank da Câmara

MISSA DO 6° DIA DA NOVENA - 9 de junho



COMENTÁRIO INICIAL

Com.: Hoje estamos reunidos novamente para cumprir o que Jesus pediu na última ceia quando transformou o pão e o vinho em seu Corpo e Sangue, dizendo “Fazei isto em memória de mim”. O tema deste 6° dia na novena de nosso Padroeiro é “Zelo pela Palavra”. Jesus pede ao Pai por todos os que creem por causa da Palavra anunciada. Santo Antônio é modelo de ouvinte que crê e de pregador entusiasmado da Palavra viva de Deus. Cantemos para receber o Padre Danilo e seus auxiliares! 


 ANTES DAS LEITURAS


Com.: Ouçamos com atenção a Palavra que hoje Deus nos dirige!


PRECES

(Motivação espontânea pelo celebrante)

Com.: A resposta de nossos pedidos será: Senhor, escutai a nossa prece!

1. Pela Igreja católica no mundo inteiro, para que anuncie com alegria e sem amarras a Palavra de Deus, que cura, salva e liberta, rezemos ao Senhor!

R.: Senhor, escutai a nossa prece!

2. Pelo Santo Padre Bento XVI, que neste mês completa 60 anos de ordenação sacerdotal, para que Deus o conserve no seu santo serviço, rezemos ao Senhor!

3. Pelos nossos Bispos e padres, anunciadores da Palavra de Deus, para que recebam do exemplo e intercessão de Santo Antônio força e entusiasmo, rezemos ao Senhor!

4. Pelas famílias de nossa paróquia, a fim de que sejam fiéis ouvintes e transmissoras da Palavra de Deus, rezemos ao Senhor!

5. Por cada um de nós em particular, para que abramos os ouvidos e o coração para crer no que Deus nos fala, rezemos ao Senhor!


FATO DA VIDA DE SANTO ANTÔNIO

Uma vez Santo Antônio foi pregar missão na cidade italiana de Rímini. Alguns hereges, porém, correram na frente e preveniram o povo daquela cidade: que ninguém fosse ouvir aquele frade, porque era falso e mentiroso. A propaganda maldosa surtiu efeito. Pouca gente compareceu às pregações. Então Frei Antônio teve uma ideia inspirada: pregaria para os peixes, a fim de dar uma lição àquele povo desatendido. Perto da cidade passava um rio. Para lá se dirigiu o santo. Logo à primeira chamada os peixes apareceram à flor d'água. Colocando as cabecinhas fora, pareciam ouvir atentamente o que lhes dizia: - Caros irmãos peixes:Vou pregar para vocês, porque as pessoas de coração duro se recusaram a ouvir a Palavra de Deus. Continuou o sermão, elogiando o papel dos peixes na História da criação. Muita gente, atraída pela curiosidade, foi ver o santo conversando com os peixes. A lição valeu. Naquela mesma noite uma imensa multidão foi ouvir contritamente o sermão do pregador. Santo Antônio sempre foi grande estudioso da Sagrada Escritura. Escreveu muitos comentários sobre a Bíblia. Por isso é chamado "Arca do Testamento", "Cofre da Sagrada Escritura", "Doutor da Igreja". 



ORAÇÃO

Ó Santo Antônio, ajudai-me a descobrir os tesouros contidos na Palavra de Deus escrita, vós que a amastes e servistes. Alcançai-me perseverança para estudá-la, sabedoria para entendê-la e prudência para praticá-la. Que minha alegria comece e termine pela Palavra de Deus, que é o pão dos pobres e o sustento da caminhada. Amém. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Primeira Via de Santo Tomás

A primeira via de São Tomás de Aquino para provar a existência de Deus é a chamada prova do motor imóvel, que parte do movimento observado no mundo para concluir a existência de um Primeiro Motor imóvel, identificado como Deus. Ela é formulada assim: 1. Há movimento no mundo. 2. Tudo o que se move é movido por outro. 3. Não se pode seguir ao infinito na série de motores (causas de movimento). 4. Logo, é necessário chegar a um Primeiro Motor imóvel, que move sem ser movido. 5. Esse Primeiro Motor é o que todos chamam de Deus. Essa prova se fundamenta em princípios metafísicos clássicos, especialmente da tradição aristotélica, como: • A distinção entre ato e potência. • O princípio de que o que está em potência só passa ao ato por algo que já está em ato. • A impossibilidade de regressão ao infinito em causas atuais e simultâneas. Agora, sobre a validade perene dessa via, podemos considerar a questão sob dois ângulos: 1. Validade ontológica e metafísica: sim, perene A estrutura m...

A autoridade papal fica de pé

O episódio ocorrido na noite de Natal deste ano na Basílica de São Pedro em Roma é, de certa forma, um símbolo dos tempos atuais. O Papa, Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, cai. A mitra, símbolo de sua autoridade, rola no chão. A férula, que representa a sua missão de pastor universal, é derrubada pelo homem moderno, desorientado, confuso e como que fora-de-si. Louca ou não, a jovem de 25 anos que provocou o incidente bem representa o mundo de hoje, que joga por terra a autoridade e as palavras do Romano Pontífice, que, na expressão da grande Santa Catarina de Siena, é «o doce Cristo na Terra». A jovem é louca? Não sei. Mas sei que o é, e muito, o mundo que rejeita Deus e o seu Cristo para abraçar o vazio e caminhar nas trevas. Bento XVI se ergue rápido e continua seu caminho. Celebra a Santa Missa, que é o que há de mais sublime sobre a face da Terra, rende o verdadeiro culto a Deus e conserva-se em seu lugar, como pastor colocado à frente do rebanho pelo Pastor Eterno, ...

Marín-Sola e o desenvolvimento da teologia da graça

  Francisco Marín-Sola, um teólogo dominicano do século XX, foi um dos principais responsáveis pela reformulação da tradição bañeziana dentro do tomismo. Ele buscou suavizar alguns aspectos da doutrina da graça e predestinação, especialmente no que diz respeito à relação entre a liberdade humana e a causalidade divina. Sua obra tentou conciliar a soberania absoluta de Deus com uma maior ênfase na cooperação humana, evitando o determinismo implícito no modelo de Bañez e Garrigou-Lagrange. ⸻ 1. Contexto da Reformulação de Marín-Sola • A escola tomista tradicional, especialmente na versão de Domingo Bañez e Reginald Garrigou-Lagrange, defendia a moción física previa, segundo a qual Deus pre-move infalivelmente a vontade humana para o bem ou permite o pecado através de um decreto permissivo infalível. • Essa visão levantava críticas, pois parecia tornar Deus indiretamente responsável pelo pecado, já que Ele escolhia não conceder graça eficaz a alguns. • Francisco Marín-Sola...