Pular para o conteúdo principal

Papa à Congregação para a Doutrina da Fé

.
Papa espera a união com a FSSPX e agradece a congregação pelo trabalho com os anglicanos 
(Tradução do inglês: Padre Elílio)

Cidade do Vaticano, 15 jan. 2010 / 11h41 (CNA). Em um discurso aos membros da Assembleia Plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, nesta tarde de sexta-feira, o Papa Bento XVI falou da unidade que deseja ver na Igreja católica. Ele expressou a esperança de uma “plena comunhão” com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) e da adesão de anglicanos “à verdade recebida de Cristo”.

“A unidade é primeira e principalmente a unidade da fé, transmitida pela sagrada tradição, cujo primeiro guardião e defensor é o sucessor de Pedro”, disse o Papa ao presidente do dicastério, O cardeal Willian Levada, e aos demais membros presentes.

“O Bispo de Roma, com a participação da Congregação, deve sempre proclamar 'Dominus Iesus' – Jesus é o Senhor”, disse o Papa Bento, que explicou que isso deve ser feito para que a Verdade que é Cristo continue a brilhar com toda a sua grandeza e ressoar, íntegra e puramente, para todos os homens, de modo que possa haver um só rebanho ao redor de um só Pastor”.

Assim, ele acrescentou, o objetivo de um “testemunho comum de fé de todos os cristãos constitui a prioridade da Igreja em todos os períodos da história, a fim de guiar todos os homens para Deus”.

“Nesse espírito, eu confio particularmente no desempenho de vosso dicastério para superar os problemas doutrinais que ainda persistem, em vista de alcançar a plena comunhão da FSSPX com a Igreja”.

O Papa também dirigiu palavras de agradecimento aos membros do dicastério pelo seu incansável trabalho em prol da “plena integração de grupos e de fieis individuais dantes anglicanos na vida da Igreja católica”.

O Papa ajuntou que “a adesão fiel desses grupos à verdade recebida de Cristo e apresentada pelo Magistério da Igreja não é, de maneira alguma, contrária ao movimento ecumênico; revela antes seu último escopo, que consiste em alcançar a plena e visível comunhão dos discípulos do Senhor” (grifos do tradutor).

Comentários

  1. Boa Noite Pe. Elílio!!
    Acho que o Ecumenismo hoje é muito mal entendido. Em que consiste o ecumenismo? O Papa Bento XVI no texto acima ensina que: “a adesão fiel desses grupos à verdade recebida de Cristo e apresentada pelo Magistério da Igreja não é, de maneira alguma, contrária ao movimento ecumênico; revela antes seu último escopo, que consiste em alcançar a plena e visível comunhão dos discípulos do Senhor” Eu entendo o ecumenismo dessa forma trabalhar para que os "irmãos separados" voltem para a única Igreja de Jesus Cristo. Pois o indiferentismo religioso a liberdade de religião foram condenadas pelo Papa Leão XIII e Pio XI. Essas condenações não foram e nunca poderão ser anuladas pelo Magistério da Igreja. E mais: o Papa Pio IX na Sillabus condenou a tese de que qualquer religião salva. Dessa forma nada mais correto e cristão do que trabalharmos para que nossos irmãos separados voltem para o rebanho que Nosso Senhor confiou ao Glorioso Apóstolo Pedro e seus legítimos sucessores para que aja um só rebanho, uma só fé e um só pastor como Jesus deseja. Viva o Papa!

    ResponderExcluir
  2. Christiano,
    O verdadeiro ecumenismo supõe uma "paixão" autêntica pela verdade. O indiferentismo só pode atrapalhar, já que nada se constroi senão pela verdade.

    ResponderExcluir
  3. Padre Elílio, parabéns pelo blog. Precisamos de mais sacerdotes que ensinem a verdade da doutrina católica tendo menor preocupação em serem politicamente corretos, mas que tenham como prioridadea a fidelidade aos ensinamentos de sempre da Santa Igreja, coluna e sustentáculo da verdade.Viva o Papa!!

    ResponderExcluir
  4. Prezado Welerson,
    Obrigado pelas palavras. Que a defesa da fé católica, na qual devemos viver e morrer, seja nossa honra.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A autoridade papal fica de pé

O episódio ocorrido na noite de Natal deste ano na Basílica de São Pedro em Roma é, de certa forma, um símbolo dos tempos atuais. O Papa, Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, cai. A mitra, símbolo de sua autoridade, rola no chão. A férula, que representa a sua missão de pastor universal, é derrubada pelo homem moderno, desorientado, confuso e como que fora-de-si. Louca ou não, a jovem de 25 anos que provocou o incidente bem representa o mundo de hoje, que joga por terra a autoridade e as palavras do Romano Pontífice, que, na expressão da grande Santa Catarina de Siena, é «o doce Cristo na Terra». A jovem é louca? Não sei. Mas sei que o é, e muito, o mundo que rejeita Deus e o seu Cristo para abraçar o vazio e caminhar nas trevas. Bento XVI se ergue rápido e continua seu caminho. Celebra a Santa Missa, que é o que há de mais sublime sobre a face da Terra, rende o verdadeiro culto a Deus e conserva-se em seu lugar, como pastor colocado à frente do rebanho pelo Pastor Eterno, ...

Considerações em torno da Declaração "Fiducia supplicans"

Papa Francisco e o Cardeal Víctor Manuel Fernández, Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé Este texto não visa a entrar em polêmicas, mas é uma reflexão sobre as razões de diferentes perspectivas a respeito da Declaração Fiducia supplicans (FS), do Dicastério para a Doutrina da Fé, que, publicada aos 18 de dezembro de 2023, permite uma benção espontânea a casais em situações irregulares diante do ordenamento doutrinal e canônico da Igreja, inclusive a casais homossexuais. O teor do documento indica uma possibilidade, sem codificar.  Trata-se de uma benção espontânea,  isto é, sem caráter litúrgico ou ritual oficial, evitando-se qualquer semelhança com uma benção ou celebração de casamento e qualquer perigo de escândalo para os fiéis.  Alguns católicos se manifestaram contrários à disposição do documento. A razão principal seria a de que a Igreja não poderia abençoar uniões irregulares, pois estas configuram um pecado objetivo na medida em que contrariam o plano div...

Que civilização queremos?

Nossa civilização ocidental passa por uma crise cujos contornos atingem, de maneira inédita, seus próprios fundamentos. Ora, todos sabemos que as bases constitutivas de nossa cultura ocidental estão na Grécia antiga, de um lado, e no cristianismo, que se difundiu pelo antigo Império Romano no início de nossa era, de outro. O que hoje está em jogo é exatamente a concepção que essas bases de nossa civilização apresentam sobre quem é o homem. Tanto a Grécia antiga, com a filosofia, quanto a fé cristã reconheceram o que se pode chamar de Transcendência. A Transcendência é uma Realidade que está acima do homem e do mundo, e é o fundamento de ambos. É o que podemos também chamar de divino ou de Deus. A Grécia antiga elevou-se até a Transcendência através do pensamento. Exercitando a razão em busca da verdade, principalmente em seus mais ilustres representantes – Sócrates, Platão e Aristóteles -, a filosofia grega deparou-se com o Princípio e Fundamento de tudo, que Platão celebrou como Sumo ...