A fé cristã afirma, desde os seus primórdios, que a morte não é o termo último da existência humana. No entanto, essa afirmação não implica que a ressurreição se dê imediatamente após a morte, nem que ela consista numa simples revivificação do cadáver, como se o destino final do homem fosse uma repetição ampliada da vida biológica. Pelo contrário, uma compreensão mais profunda da escatologia cristã exige distinguir claramente entre o estado intermediário após a morte, em que o eu subsiste e pode aceder à gloria da visão de Deus, e a ressurreição plena no fim dos tempos, bem como entre ressurreição e mera volta à vida como se dá neste mundo. 1. A escatologia intermediária: sair do tempo cronológico Quando o ser humano morre, ele deixa o tempo cronológico, sucessivo, mensurável como o conhecemos — o tempo da história tal como a vivemos neste mundo. A morte marca a passagem para uma outra modalidade de temporalidade, que pode ser chamada de tempo psíquico ou tempo do espírito. Seguindo a...
Teologia, Filosofia e Diálogo entre Fé e Razão
Não entendi o nome do último autor recomendado. Será que dá para escrevê-lo aqui mesmo?
ResponderExcluirDesculpe. Acho que não fui claro. Foram mencionados 3 autores: Régis Jolivet, Étienne Gilson (Qual livro dele? Também não entendi!) e um terceiro, cujo nome eu não consegui ouvir. Obrigado!
ExcluirO terceiro autor é Henrique Cláudio de Lima Vaz, SJ. Seus livros são publicados pelas Edições Loyola. De Étienne Gilson, existe uma publicação em português: "A existência na filosofia de São Tomás".
ExcluirObrigado, padre! Lima Vaz é um dos grandes nomes do Catolicismo no Brasil! Não sei se ainda existe uma revista sobre filosofia que era editada por ele, nem se foi sequestrada pelo pessoal que acha que filosofia é uma modalidade de aeróbica! Grato pela dica!
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