Santo Tomás de Aquino! Como esquecer esse santo e sábio italiano? Desde minha adolescência, quando tive meus primeiros contatos com sua obra, não pude deixar de admirá-lo. Cresceu entre nós uma verdadeira simpatia, um sentimento de conaturalidade. Lia seus escritos sobre as relações entre fé e razão e não podia não ficar estupefato. Sim, a estupefação é o motor da pesquisa e do estudo. Suas palavras, de algum modo, diziam claramente o que para mim era uma certeza, mas ainda envolta nas nuvens de uma intuição vivida, à procura de inteligência e clareza. Homenagem a Santo Tomás no seu dia - 28 d janeiro!
Há momentos em que se tem a impressão de que a vida cristã contemporânea se tornou excessivamente ocupada consigo mesma. Multiplicam-se reuniões, planejamentos, projetos, estratégias pastorais, metodologias de gestão, técnicas de comunicação, iniciativas de visibilidade e eficiência. Em muitos ambientes eclesiais, parece haver uma preocupação constante com organização, desempenho e resultados. Em outros, observa-se uma forte centralidade da emoção religiosa: experiências afetivas intensas, entusiasmo devocional, busca de consolações espirituais e de sentimentos de pertença. Tudo isso possui seu lugar e sua legitimidade relativa. A Igreja, enquanto realidade histórica, necessariamente se organiza; e a experiência religiosa toca também a dimensão afetiva do ser humano. Contudo, permanece a pergunta: onde está o caminho da transformação interior? Onde está a busca silenciosa da união com Deus? Os grandes místicos cristãos recordam que o centro da vida espiritual não consiste nem na e...
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