Pular para o conteúdo principal

Lucy: 3,2 milhões de anos

Lucy é o nome dado ao fóssil de um Australopithecus (literalmente "macaco do sul", mas que designa um hominídeo de marcha bípede) afarensis. Viveu há 3,2 milhões de anos aproximadamente. O esqueleto (na verdade 40% do inteiro esqueleto) foi achado em 1974 e indica um hominídeo do sexo feminino, de baixa estatura, de longos braços e pernas curtas. O cérebro era pequeno, comparado com o dos homens atuais. A descoberta de Lucy mostra quanto é antiga a força que colocou em evolução aquele processo que viria a gerar o homem atual. Há 3,2 milhões de anos Lucy tinha marcha bípede! Faltava ainda muito para chegar a nós, principalmente no que toca ao tamanho cérebro, mas grande coisa era já a condição bípede.

Quando terá aparecido o espírito e, com ele, o homem propriamente dito? Não sabemos precisar o quando, mas é fato que o espírito apareceu e deu ao ser vivente que chamamos homem capacidades incríveis, como a da autoconsciência e a de ultrapassar a si mesmo. O homem, dizia Blaise Pascal, ultrapassa infinitamente a si mesmo. Somos capazes de olhar a imensidão do universo e de pensar o infinito!

Comentários

  1. Taí, encontrar um Padre defendendo a evolução, é no mínimo interessante.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A autoridade papal fica de pé

O episódio ocorrido na noite de Natal deste ano na Basílica de São Pedro em Roma é, de certa forma, um símbolo dos tempos atuais. O Papa, Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, cai. A mitra, símbolo de sua autoridade, rola no chão. A férula, que representa a sua missão de pastor universal, é derrubada pelo homem moderno, desorientado, confuso e como que fora-de-si. Louca ou não, a jovem de 25 anos que provocou o incidente bem representa o mundo de hoje, que joga por terra a autoridade e as palavras do Romano Pontífice, que, na expressão da grande Santa Catarina de Siena, é «o doce Cristo na Terra». A jovem é louca? Não sei. Mas sei que o é, e muito, o mundo que rejeita Deus e o seu Cristo para abraçar o vazio e caminhar nas trevas. Bento XVI se ergue rápido e continua seu caminho. Celebra a Santa Missa, que é o que há de mais sublime sobre a face da Terra, rende o verdadeiro culto a Deus e conserva-se em seu lugar, como pastor colocado à frente do rebanho pelo Pastor Eterno, ...

A Semana Santa e nós

. Padre Elílio de Faria Matos Júnio r Com o Domingo de Ramos, os católicos iniciam as celebrações da chamada semana santa, cujo destaque recai sobre o tríduo pascal (quinta-feira santa, sexta-feira santa e sábado santo), quando a Igreja celebra a “passagem” - paixão, a morte e a ressurreição- de seu Senhor, Jesus Cristo. Os aleluias festivos da ressurreição são rompidos na noite do Sábado para o grande Domingo da Páscoa. Na verdade, os mistérios celebrados na semana santa dizem respeito a todo homem que vem a este mundo, sem exceção. A fé católica sustenta que a verdade sobre quem somos esclarece-se à luz da vida de Cristo, principalmente à luz de sua paixão morte e ressurreição. As questões fundamentais da existência humana – De onde vim? Para onde vou? Que devo fazer? Qual o sentido da vida? – recebem de Cristo as respostas que todo homem gostaria de ouvir. Fomos feitos por Deus e para Deus, e Jesus é quem nos revela a verdadeira face do Pai, fundamento da nossa existência. Um...

"Des"-sacerdotalizar o ministério presbiteral - Uma resenha

COSTADOAT, Jorge. «Desacerdotalizar» el ministerio presbiteral: un horizonte para la formación de los seminaristas. Seminarios , Madrid, v. 67, n. 231, p. 249-267, 2022. DOI: 10.52039/seminarios.v67i231.1526. 1. Apresentação Jorge Costadoat é teólogo da Pontificia Universidad Católica de Chile. Neste artigo, ele parte da crise dos abusos sexuais, de poder e de consciência cometidos por clérigos para diagnosticar um problema de fundo: a progressiva "sacerdotalização" do ministério presbiteral. Sua proposta é repensar a formação dos seminaristas a partir de uma volta às origens do ministério ordenado. 2. Conceitos-chave Sacerdotalização. É o processo histórico pelo qual se passou a nomear os ministérios cristãos com vocabulário sacerdotal e a compreender seus titulares como sacerdotes em sentido cultual. Nesse sentido, o sacerdote é visto como mediador separado do povo, encarregado do sagrado. Desacerdotalização. É o movimento inverso proposto pelo autor. Não se trata de...