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Origem e desenvolvimento do colégio dos cardeais

 

A origem dos cardeais remonta aos primeiros séculos do cristianismo, mas sua instituição como corpo colegiado com funções definidas se consolidou na Idade Média. Eis um panorama histórico estruturado:

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1. Etimologia e significado original

 • A palavra cardeal vem do latim cardo, cardinis, que significa “gonzo” ou “eixo”, sugerindo que essas figuras eram os “eixos” da Igreja local.

 • Inicialmente, o termo era aplicado a qualquer clérigo incardinado (fixo) em uma igreja específica, especialmente em Roma.

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2. Os cardeais na Igreja de Roma primitiva

 • No século IV, em Roma, já havia presbíteros e diáconos estáveis designados para igrejas específicas — eram os presbíteros cardeais e diáconos cardeais.

 • Também havia bispos cardeais, que eram bispos de dioceses suburbanas de Roma.

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3. Consolidação do Colégio Cardinalício

 • Séc. XI: A reforma gregoriana (sob Gregório VII) fortaleceu o papel do clero romano. Os cardeais tornaram-se os principais conselheiros do papa.

 • 1059 – Papa Nicolau II: Decretou que a eleição do papa ficaria reservada aos cardeais-bispos (decreto In Nomine Domini). Isso foi o marco oficial da estruturação do Colégio dos Cardeais.

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4. Tipos de cardeais

A partir da Idade Média, o Colégio passou a ter três ordens:

 • Cardeais-bispos: Chefes das dioceses suburbanas de Roma.

 • Cardeais-presbíteros: Presbíteros titulares de igrejas em Roma.

 • Cardeais-diáconos: Diáconos das antigas diaconias romanas.

Essas categorias ainda existem de modo simbólico: hoje, mesmo cardeais que são arcebispos de grandes cidades no mundo são nomeados com um título romano correspondente.

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5. Universalização

 • Com o tempo, o papa passou a nomear cardeais fora de Roma e da Itália, tornando o Colégio uma representação da Igreja universal.

 • A partir do Concílio de Trento (séc. XVI), e especialmente nos séculos XIX-XX, o número de cardeais cresceu e passou a refletir a diversidade geográfica da Igreja.

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6. Funções principais hoje

 • Ajudar o papa no governo da Igreja (especialmente nos dicastérios da Cúria Romana).

 • Participar de consistórios e conselhos.

 • Eleger o papa, se tiverem menos de 80 anos.

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