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Santo Tomás de Aquino, um mestre a quem aprendi a amar

Elílio de Faria Matos Júnior

Aprendi a amar Santo Tomás de Aquino, filósofo e teólogo. O que me chama a atenção nele é o seu modo de escrever e transmitir o pensamento. Tomás não tem nada da melosidade de certos pregadores, nem mesmo se vale de frases de impacto psicológico. A melosidade pode falar ao coração, mas não necessariamente à inteligência. As frases de impacto podem suscitar a adesão momentânea, mas nem sempre trazem o selo da verdade. Tomás quer falar sobretudo à inteligência, e também ao coração na medida em que ele se deixa tocar pela verdade. Por isso, o estilo de Tomás é desprovido de qualquer recurso sentimentalista ou retórico. Suas palavras são como pedras duras, sem nenhum enfeite, mas pedras que querem construir uma grande escada rumo ao reino da verdade. Cada palavra, cada frase, cada raciocínio são como meios pelos quais somos transportados à alegria que brota da inteligência. Assim, Tomás deve ser estudado com paciência. Sua palavra não é como um espetáculo pirotécnico que causa sensação no momento, mas que não deixa nada de substancial. O seus escritos querem ser meio para atingir a coisa, a substância mesma, e, assim, enriquecer permanentemente a alma.

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