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Pingos de flosofia - Nietzsche

Você sabia que o filósofo alemão Frederich Nietzsche (1844-1900) dizia que há dois tipos de dor na realidade humana? Sim, ele dizia que há uma dor da qual nenhum ser humano pode escapar e há uma outra cuja grandeza, proporção e intensidade estão nas nossas mãos, sob o nosso domínio. A primeira deriva da nossa finitude. Sempre nos veremos às voltas com a doença, com o envelhecimento, com as más surpresas do acaso, enfim, com tudo aquilo que é inevitável ao nosso ser finito e temporal. Não podemos tudo nem podemos sempre. Somos naturalmente limitados. O segundo tipo de dor diz respeito às interpretações que damos ao primeiro. Tais interpretações são crenças que geramos em nosso interior e que aplicamos ao modo de ver e de relacionar-se com a nossa condição finita. Haverá quem interprete a sua dor como culpa, azar, resultado de forças maléficas, etc, o que pode levar o sujeito a sofrer grandemente. Às vezes as nossas crenças parecem tão naturais que não nos damos conta de que são fabricadas por nós e estão sob o nosso domínio. O que se deve fazer, então, é jogar para bem longe as crenças que nos fazem mal, que paralisam a vida, exercendo sobre elas o nosso poder de derrotar a dor, aquela que nós criamos.

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