Você sabia que o filósofo alemão Frederich Nietzsche (1844-1900) dizia que há dois tipos de dor na realidade humana? Sim, ele dizia que há uma dor da qual nenhum ser humano pode escapar e há uma outra cuja grandeza, proporção e intensidade estão nas nossas mãos, sob o nosso domínio. A primeira deriva da nossa finitude. Sempre nos veremos às voltas com a doença, com o envelhecimento, com as más surpresas do acaso, enfim, com tudo aquilo que é inevitável ao nosso ser finito e temporal. Não podemos tudo nem podemos sempre. Somos naturalmente limitados. O segundo tipo de dor diz respeito às interpretações que damos ao primeiro. Tais interpretações são crenças que geramos em nosso interior e que aplicamos ao modo de ver e de relacionar-se com a nossa condição finita. Haverá quem interprete a sua dor como culpa, azar, resultado de forças maléficas, etc, o que pode levar o sujeito a sofrer grandemente. Às vezes as nossas crenças parecem tão naturais que não nos damos conta de que são fabricadas por nós e estão sob o nosso domínio. O que se deve fazer, então, é jogar para bem longe as crenças que nos fazem mal, que paralisam a vida, exercendo sobre elas o nosso poder de derrotar a dor, aquela que nós criamos.
Padre Elílio de Faria Matos Júnior Em Deus, e somente em Deus, essência e existência identificam-se. Deus é o puro ato de existir ( Ipsum Esse ), sem sombra alguma de potencialidade. Ele é a plenitude do ser. Nele, todas as perfeições que convém ao ser, como a unidade, a verdade, a bondade, a beleza, a inteligência, a vontade, identificam-se com sua essência, de tal modo que podemos dizer: Deus é a Unidade mesma, a Verdade mesma, a Bondade mesma, a Beleza mesma... Tudo isso leva-nos a dizer que, fora de Deus, não há existência necessária. Não podemos dizer que fora de Deus exista um ser tal que sua essência coincida com sua existência, pois, assim, estaríamos afirmando um outro absoluto, o que é logicamente impossível. Pela reflexão, pois, podemos afirmar que em tudo que não é Deus há composição real de essência (o que alguma coisa é) e existência (aquilo pelo qual alguma coisa é). A essência do universo criado não implica sua existência, já que, se assim fosse, o universo, contingen...
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