São Roque viveu no século XIV. Aos 20 anos, órfão de pai e mãe, os quais lhe haviam deixado uma grande fortuna em herança, decide doar seus bens e fazer-se peregrino rumo a Roma. No caminho, encontra inúmeros contagiados pela Peste Negra, aos quais presta assistência. Em Roma, reza todos os dias sobre o túmulo de São Pedro. De volta à cidade natal, Montpellier, depois de ter curado milagrosamente várias pessoas infectadas, acaba contraindo a doença e retira-se em uma floresta, aonde um cão lhe levava alimento. Curado, chega a Montpellier, mas, não reconhecido, é detido e preso, suspeito de espionagem. Sua família fora governante da cidade. Morre no cárcere, resignado e entregue totalmente a Deus. Sua festa é celebrada no dia 16 de agosto.
O episódio ocorrido na noite de Natal deste ano na Basílica de São Pedro em Roma é, de certa forma, um símbolo dos tempos atuais. O Papa, Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, cai. A mitra, símbolo de sua autoridade, rola no chão. A férula, que representa a sua missão de pastor universal, é derrubada pelo homem moderno, desorientado, confuso e como que fora-de-si. Louca ou não, a jovem de 25 anos que provocou o incidente bem representa o mundo de hoje, que joga por terra a autoridade e as palavras do Romano Pontífice, que, na expressão da grande Santa Catarina de Siena, é «o doce Cristo na Terra». A jovem é louca? Não sei. Mas sei que o é, e muito, o mundo que rejeita Deus e o seu Cristo para abraçar o vazio e caminhar nas trevas. Bento XVI se ergue rápido e continua seu caminho. Celebra a Santa Missa, que é o que há de mais sublime sobre a face da Terra, rende o verdadeiro culto a Deus e conserva-se em seu lugar, como pastor colocado à frente do rebanho pelo Pastor Eterno, ...

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