Santo Tomás de Aquino! Como esquecer esse santo e sábio italiano? Desde minha adolescência, quando tive meus primeiros contatos com sua obra, não pude deixar de admirá-lo. Cresceu entre nós uma verdadeira simpatia, um sentimento de conaturalidade. Lia seus escritos sobre as relações entre fé e razão e não podia não ficar estupefato. Sim, a estupefação é o motor da pesquisa e do estudo. Suas palavras, de algum modo, diziam claramente o que para mim era uma certeza, mas ainda envolta nas nuvens de uma intuição vivida, à procura de inteligência e clareza. Homenagem a Santo Tomás no seu dia - 28 d janeiro!
A fé cristã afirma, desde os seus primórdios, que a morte não é o termo último da existência humana. No entanto, essa afirmação não implica que a ressurreição se dê imediatamente após a morte, nem que ela consista numa simples revivificação do cadáver, como se o destino final do homem fosse uma repetição ampliada da vida biológica. Pelo contrário, uma compreensão mais profunda da escatologia cristã exige distinguir claramente entre o estado intermediário após a morte, em que o eu subsiste e pode aceder à gloria da visão de Deus, e a ressurreição plena no fim dos tempos, bem como entre ressurreição e mera volta à vida como se dá neste mundo. 1. A escatologia intermediária: sair do tempo cronológico Quando o ser humano morre, ele deixa o tempo cronológico, sucessivo, mensurável como o conhecemos — o tempo da história tal como a vivemos neste mundo. A morte marca a passagem para uma outra modalidade de temporalidade, que pode ser chamada de tempo psíquico ou tempo do espírito. Seguindo a...
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