Pular para o conteúdo principal

Missas da Novena de Santo Antônio em Ewbank da Câmara

As Missas com a Novena de Santo Antônio de Ewbank da Câmara (MG) começam no dia 4 de junho (sábado), às 19h, na matriz de Santo Antônio. Publicamos, dia por dia, para as equipes de liturgia e o povo em geral, os textos do comentário, as preces e o fato da vida de Santo Antônio com a respectiva oração do dia da novena.




MISSA DO 1° DIA DA NOVENA - 4 de junho às 19h


COMENTÁRIO INICIAL

Com.: Com alegria, acolhemos a todos para esta Santa Missa, na qual celebramos o mistério da Ascensão do Senhor. Ao subir aos céus, Jesus nos mostra que estamos a caminho da casa do Pai. Não temos aqui morada permanente. Mas é certo que devemos viver bem aqui neste mundo, fazendo a vontade de Deus, para passarmos para a Casa do Pai com paz e tranquilidade. Hoje, celebramos também o 1° dia da novena de nosso padroeiro Santo Antônio, cujo tema é a “Vocação de Antônio”. Foi porque ele ouviu a voz de Deus em sua vida que se tornou santo, seguindo os passos de Jesus até o céu. Cantemos para acolher o celebrante e seus auxiliares.


ANTES DAS LEITURAS 

Com.: Ouçamos com atenção a Palavra que hoje Deus nos dirige!


PRECES
(Motivação espontânea pelo celebrante)

Com.: A resposta de nossos pedidos será: Senhor, escutai a nossa prece!

1. Para que o mistério da Ascensão do Senhor recorde à Igreja inteira que a nossa meta é a comunhão com Deus nos céus, rezemos ao Senhor!

R.: Senhor, escutai a nossa prece!

2. Para que o Papa e os bispos tenham força e coragem de anunciar ao mundo de hoje a fé em Jesus Cristo, que morreu ressuscitou e subiu aos céus, rezemos ao Senhor!

3. Para que a nossa fé no Reino dos Céus não nos deixe esquecer que esse Reino já começa aqui na terra quando amamos a Deus e o próximo, rezemos ao Senhor!

4. Para que o exemplo de Santo Antônio, nosso padroeiro, que foi fiel à vocação recebida de Deus, nos estimule a fazer o mesmo, rezemos ao Senhor!

5. Por todos os doentes de nossa paróquia, para que, aliados à Cruz do Salvador, experimentem a força renovadora da Páscoa, rezemos ao Senhor!


FATO DA VIDA DE SANTO ANTÔNIO


Santo Antônio nasceu em Portugal, no ano de 1195. Ele era de família nobre e rica. O pai, senhor Martinho, ocupava o cargo de prefeito de Lisboa. A mãe, dona Teresa, pertencia à alta nobreza. Mas o melhor título que possuíam, era o de serem cristãos.O menino crescia, cercado de todos os cuidados: Boa instrução religiosa, boas escolas, muito conforto e muito luxo. Pouco a pouco foi percebendo que esse mundo de luxo e de vaidade não servia para ele. Vivia intranquilo. Deus o chamava para uma vida de doação e simplicidade evangélica.Tentou esse tipo de vida na Ordem dos Cônegos Agostinianos. Sentia-se bem nessa vida de convento. Mas queria mais. Queria ser missionário na África. Queria morrer mártir pela fé. Ouviu falar dos Frades Franciscanos. Eram pessoas simples que serviam a Deus e ao próximo na maior pobreza e desprendimento. Pegavam os serviços mais humildes e até pediam esmola, como pobres, para se manter. Antônio gostou dessa vida de abnegação. Passou para os Franciscanos. Encontrara finalmente sua vocação: ser missionário na pobreza, na doação e no desapego.


ORAÇÃO

No final desta celebração, nós queremos pedir, glorioso Santo Antônio, que continueis sendo o defensor dos fracos, dos sofridos, dos abandonados, do povo que vive sem rumo. Pedi a Jesus, a Nossa Senhora e aos vossos companheiros no céu, que nos animem na caminhada e nos defendam de todos os laços da maldade, nós que caminhamos nas estradas da vida rumo ao céu. Amém.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Deus é Trindade: uma abordagem filosófico-teológica

I. A questão terminológica: hypóstasis , persona e subsistência A afirmação cristã de que Deus é Trindade tem sido sistematicamente mal compreendida — tanto por seus críticos quanto, por vezes, por seus próprios professores — em razão de uma imprecisão no uso do conceito de pessoa. Quando os Concílios de Nicéia (325) e Constantinopla (381) definiram a fé trinitária, recorreram ao vocábulo grego hypóstasis para designar aquilo que distingue o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Este termo, traduzido para o latim como persona e daí para as línguas modernas como “pessoa”, carrega um sentido técnico preciso que não deve ser confundido com o uso corrente do vocábulo: hypóstasis significa subsistência, isto é, aquilo que existe em si e por si, de modo estável e permanente, como modo real de ser de uma natureza. Dizer, portanto, que em Deus há três pessoas não equivale a afirmar que há três indivíduos distintos, três centros de consciência separados ou três divindades justapostas — o que seria...

A respeito da encíclica “Magnifica Humanitas”

A encíclica Magnifica Humanitas , do Papa Leão XIV, dedicada à inteligência artificial, representa uma das intervenções mais importantes recentes da Igreja no debate sobre tecnologia e humanidade. Longe de assumir uma postura meramente alarmista ou tecnofóbica, o documento procura discernir, à luz da tradição cristã e da doutrina social da Igreja, as possibilidades e os riscos da nova revolução tecnológica. Entretanto, o núcleo mais profundo da encíclica não é tecnológico, mas antropológico e metafísico: quem é o homem diante da ascensão das inteligências artificiais? O primeiro grande eixo do documento é a defesa da dignidade humana. A encíclica insiste que o valor da pessoa não pode ser reduzido à produtividade, à eficiência ou à capacidade de desempenho. Em uma civilização cada vez mais marcada pela lógica algorítmica, existe o risco de interpretar o próprio homem como sistema operacional sofisticado, avaliável segundo métricas de rendimento, adaptação e utilidade. Contra isso, o P...

S. Gregório de Nissa e a escravidão

Gregório de Nissa foi um dos autores cristãos antigos mais radicais na crítica à escravidão. Em um contexto no qual a escravidão era considerada algo normal no mundo greco-romano — inclusive por muitos filósofos — ele formulou uma crítica profundamente teológica e antropológica à ideia de que um ser humano pudesse possuir outro. O texto mais famoso sobre isso aparece em suas Homilias sobre o Eclesiastes, especialmente comentando a frase bíblica: “Comprei servos e servas” (Ecl 2,7). Gregório reage com indignação. Ele pergunta: como alguém pode “comprar” um ser humano, se o homem foi criado à imagem de Deus? Quem poderia atribuir um preço àquilo que reflete o próprio Deus? A argumentação dele é impressionante para o século IV. Ele diz, em essência: Deus fez o homem livre; nenhum homem é senhor da natureza humana; vender ou comprar uma pessoa é usurpar um direito que pertence somente a Deus; reduzir alguém à condição de propriedade é uma violência contra a imagem divina. Gregório chega a ...