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Mostrando postagens de novembro, 2026

A sede do infinito Espiritualidade, pseudo-absolutos e a missão da Igreja

I. Uma profecia que não se cumpriu A religião deveria ter acabado. Assim pensaram alguns dos espíritos mais brilhantes da segunda metade do século XIX e da primeira metade do século XX. A ciência ocuparia o lugar da fé, a razão emancipada dissolveria os mitos, e a humanidade adulta não precisaria mais de Deus. O tempo, porém, desmentiu a profecia. A busca espiritual não desapareceu. Mudou de rosto, dispersou-se, às vezes se extraviou, mas continua viva, insistente, quase obstinada. Os templos podem esvaziar-se aqui e ali, mas a pergunta pelo sentido não se cala. Por que a previsão falhou? A resposta, creio, está menos no que esses pensadores afirmaram do que naquilo que deixaram de pensar. II. Um reducionismo: a negação do espírito Seria injusto não reconhecer o quanto esses pensadores contribuíram. Eles nos ajudaram a compreender muita coisa: o peso da matéria e dos condicionamentos biológicos, as forças inconscientes do psiquismo, as estruturas econômicas que moldam a vida social. Nã...