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Justificação racional da crença em Deus

A crença em Deus não deveria cair no fideísmo. Deve haver alguma justificativa racional para tal crença, já que a mais nobre faculdade humana é a inteligência ou a razão. O homem não pode crer contra a inteligência. A Igreja sempre incentivou o conúbio de fé e razão e sempre condenou o fideísmo. 

A crença em Deus é justificada racionalmente em vários níveis:

- Quando tal crença não se afigura como absurda ou infantil aos olhos da inteligência bem cultivada. 


- Quando tal crença não se impõe somente pela força de uma tradição ou de um livro considerado sagrado ou somente por conveniência psicológica ou social.

- Quando tal crença corresponde a uma convicção, ao mesmo tempo básica e refletida, ainda que esta convicção não saiba explicitar-se em demonstrações formais.

- Quando tal crença goza do apoio da filosofia por meio de demonstrações da existência do Absoluto transcendente, não material nem simplesmente imanente aos dados mutáveis do psiquismo ou das necessidades sociológicas.

- Quando o homem pode ver e experienciar que, acima da razão, há uma Luz imutável que acende a própria luz da razão. Este é o nível filosófico-experiencial da justificação de Deus, a meu ver o mais elevado nesta vida.

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