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A Declaração "Dominus Iesus"

A Declaração "Dominus Iesus" (“O Senhor Jesus”), sobre a unicidade e universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja, publicada em 6 de agosto de 2000 pela Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, órgão oficial da Santa Sé, tem por objetivo dissipar o relativismo religioso, cristológico e eclesiológico, isto é, mostrar o erro de quem afirma que os diversos fundadores de religião da história da humanidade, as diversas religiões e as diversas denominações cristãs são equivalentes entre si.

Afirmação central da Declaração: Jesus Cristo é o único e universal Salvador, Deus e homem, que se nos torna presente pela Igreja que ele instituiu, entregando-a ao pastoreio de Pedro e seus sucessores.
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Com efeito, o Cristianismo não é instituição meramente humana, mas supõe a Revelação de Deus. Tal Revelação iniciou-se no Antigo Testamento com os Patriarcas e Profetas e consumou-se no Novo Testamento com Jesus Cristo. Este apregoou a Boa-Nova e confiou-a à Igreja. Desse modo, a Igreja é constituída via de salvação destinada a todos os homens.

Pontos importantes:
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a) A Revelação de Jesus Cristo é plena e definitiva e não precisa ser completada por outras religiões;

b) A Bíblia (Antigo e Novo Testamento) é livro inspirado, ao qual não pode ser comparado nenhum outro livro tido por sagrado;

c) A Fé teologal, que é a aceitação das verdades reveladas por Deus, só se encontra no Cristianismo, ao passo que nas outras religiões há crença nas proposições da sabedoria humana;

d) Não há, como pretendem alguns, duas revelações divinas: uma devida ao Logos Eterno ou ao Espírito Santo e destinada aos não-cristãos, e outra efetuada pelo Logos Encarnado, Jesus Cristo, destinada aos cristãos. Na verdade, a economia do Logos Encarnado é a única economia da salvação; o Espírito Santo é o “outro Paráclito” anunciado por Jesus: não age fora do âmbito da mensagem de Jesus Cristo;

e) A afirmação da unicidade, universalidade e do caráter absoluto da salvação em Jesus Cristo é a expressão da fidelidade ao dado revelado – depositum fidei;

f) Só há uma Igreja fundada por Cristo; a única Igreja de Cristo subsiste só na Igreja Católica governada por Pedro e seus sucessores; desse modo, a Igreja de Cristo realiza-se concretamente na história (não se perdeu no passado); fora dos quadros visíveis da Igreja Católica, porém, não há o vazio eclesial: existem elementa Ecclesiae, em maior ou menor grau conforme a denominação cristã; os elementos de Igreja existentes fora dos limites visíveis da Igreja Católica, por pertencerem à única Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica;

g) O Reino de Cristo começa no sacramento da Igreja e se prolonga no Reino de Deus; portanto, não existe o Reino de Cristo destinado aos cristãos e o Reino de Deus destinado aos não-cristãos, como se fossem dois reinos paralelos;

h) Os homens que, ignorando invencivelmente o Cristianismo, professam um credo não-cristão poderão salvar-se em vista da candura e sinceridade com que procuram a Deus; Deus não pedirá contas do Evangelho e da Fé Católica a quem não os conhece;

i) Os que se salvam fora da Igreja de Cristo, salvam-se pelos méritos de Cristo e pelo sacramento da Igreja; há, então, dois modos de pertencer à Igreja: o visível e o invisível.

Padre Elílio de Faria Matos Júnior

Comentários

  1. Parabéns pelo blog, Padre...

    Desde já, peço sua bênção e que visite meu blog.

    Obrigado.

    A Paz de Cristo.

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