Você sabia que, segundo Tomás de Aquino, a existência de Deus pode ser demonstrada pela razão? O filósofo italiano dizia que o universo não podia ser entendido sem um Motor imóvel, sem uma Causa primeira, sem um Ser necessário, sem um Ser máximo ou sem um Ordenador. Não seria possível explicar o universo sem recorrer a um Ser que fosse mais originário que o universo, pois o universo como não basta para explicar a própria condição ou origem. Um dos argumentos preferidos de Tomás é o do movimento. Por movimento deve-se entender qualquer transformação ou mudança (geração, corrupção, mudança de lugar, crescimento, diminuição). Se o mundo que conhecemos se move (porque as coisas se transformam e mudam), então é preciso buscar a origem do seu movimento, pois nada se move a si mesmo; tudo que se move é movido por um outro. A origem última do movimento do mundo só pode estar em um Ser que move outros seres sem ser movido por nenhum outro. Só um Ser que move sem ser movido pode explicar a origem e a fonte absoluta de todo o movimento. Tal Ser, Motor imóvel, segundo Tomás, é o que nós chamamos de Deus.
No início do comentário ao Evangelho de João, S. Tomás de Aquino apresenta uma densa meditação sobre a contemplação de João Evangelista e sua relação com a teologia cristã, especialmente no que diz respeito à existência e natureza de Deus. Resumo articulado do trecho sobre a existência de Deus A existência de Deus é apresentada com base em quatro vias contemplativas, cada uma delas refletindo um aspecto da divindade e inspirando-se em diferentes tradições filosóficas: 1. A via da autoridade e do governo divino • São Tomás argumenta que a ordem e a finalidade observáveis na natureza exigem um princípio diretor. Como os seres irracionais não podem se orientar por si mesmos para um fim, deve haver uma inteligência suprema que os governa. • Essa soberania divina é expressa no termo Dominus (Senhor), e o salmista afirma: “Tu dominaris potestati maris” (Sl 88,10), ressaltando que Deus conduz toda a criação. • João, ao escrever que “Veio para o que era seu” (Jo 1,11), confirma...
Comentários
Postar um comentário