Você sabia que, segundo o filósofo alemão Martin Heidegger, existe uma diferença, que, segundo ele, passou despercebida pelos filósofos em geral, entre o ente e o seu ser? O ente é o que está aí, diante de nós. Mas o ser do ente, o que é? Para Heidegger é a luz sob a qual enxergamos o ente. O ente só se mostra na luz do seu ser. Essa luz se dá ou se oferece a nós e não permanece sempre a mesma. Por isso Heidegger falou de uma "história do ser". O interessante neste pensador alemão é que ele nos faz perceber que nem sempre somos conscientes da luz que nos faz enxergar os entes. Esquecemos o ser e consagramos o ente como se ele fosse a última palavra. Heidegger ensina a andar além ou, o que é o mesmo, dar um passo para trás para ver a luz que faz com que o ente seja.
COSTADOAT, Jorge. «Desacerdotalizar» el ministerio presbiteral: un horizonte para la formación de los seminaristas. Seminarios , Madrid, v. 67, n. 231, p. 249-267, 2022. DOI: 10.52039/seminarios.v67i231.1526. 1. Apresentação Jorge Costadoat é teólogo da Pontificia Universidad Católica de Chile. Neste artigo, ele parte da crise dos abusos sexuais, de poder e de consciência cometidos por clérigos para diagnosticar um problema de fundo: a progressiva "sacerdotalização" do ministério presbiteral. Sua proposta é repensar a formação dos seminaristas a partir de uma volta às origens do ministério ordenado. 2. Conceitos-chave Sacerdotalização. É o processo histórico pelo qual se passou a nomear os ministérios cristãos com vocabulário sacerdotal e a compreender seus titulares como sacerdotes em sentido cultual. Nesse sentido, o sacerdote é visto como mediador separado do povo, encarregado do sagrado. Desacerdotalização. É o movimento inverso proposto pelo autor. Não se trata de...
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