Você sabia que, segundo o filósofo alemão Martin Heidegger, existe uma diferença, que, segundo ele, passou despercebida pelos filósofos em geral, entre o ente e o seu ser? O ente é o que está aí, diante de nós. Mas o ser do ente, o que é? Para Heidegger é a luz sob a qual enxergamos o ente. O ente só se mostra na luz do seu ser. Essa luz se dá ou se oferece a nós e não permanece sempre a mesma. Por isso Heidegger falou de uma "história do ser". O interessante neste pensador alemão é que ele nos faz perceber que nem sempre somos conscientes da luz que nos faz enxergar os entes. Esquecemos o ser e consagramos o ente como se ele fosse a última palavra. Heidegger ensina a andar além ou, o que é o mesmo, dar um passo para trás para ver a luz que faz com que o ente seja.
Padre Elílio de Faria Matos Júnior Em Deus, e somente em Deus, essência e existência identificam-se. Deus é o puro ato de existir ( Ipsum Esse ), sem sombra alguma de potencialidade. Ele é a plenitude do ser. Nele, todas as perfeições que convém ao ser, como a unidade, a verdade, a bondade, a beleza, a inteligência, a vontade, identificam-se com sua essência, de tal modo que podemos dizer: Deus é a Unidade mesma, a Verdade mesma, a Bondade mesma, a Beleza mesma... Tudo isso leva-nos a dizer que, fora de Deus, não há existência necessária. Não podemos dizer que fora de Deus exista um ser tal que sua essência coincida com sua existência, pois, assim, estaríamos afirmando um outro absoluto, o que é logicamente impossível. Pela reflexão, pois, podemos afirmar que em tudo que não é Deus há composição real de essência (o que alguma coisa é) e existência (aquilo pelo qual alguma coisa é). A essência do universo criado não implica sua existência, já que, se assim fosse, o universo, contingen...
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