O celibato livremente assumido por amor do Reino dos Céus sempre foi visto com grande estima pela Santa Igreja Católica já desde os seus primórdios. O próprio Jesus, o fundador da Igreja, preconizou-o como via possível ao discípulo, evidentemente não obrigatória para todos: “E há eunucos que se fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem tiver a capacidade de compreender, compreenda” (Mt 19,12). Jesus, assim, não fazia outra coisa senão apresentar o que havia escolhido para si mesmo: o celibato por amor do Reino. Também São Paulo, o grande apóstolo dos gentios, estimulava vivamente a vida celibatária como meio de se unir mais intimamente ao Senhor de se dedicar mais intensamente à sua causa: “Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa cuida das coisas do mundo e do modo de agradar à esposa, e fica dividido” (1Cor 7,32-34). Não se trata, nos casos acima, de condenação ou menosprezo do matrimônio. O matrimônio, aliás, é visto...
Teologia, Filosofia e Diálogo entre Fé e Razão