quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sentenças de G. K. Chesterton

"Tornar-se católico não significa que se deixe de pensar, mas que se aprende a pensar.”

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“Somente a ortodoxia católica fez o homem feliz: é como os muros postos ao redor de um precipício onde pode brincar uma porção de crianças.”
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“Uma coisa morta pode seguir a correnteza, mas somente uma coisa viva pode contrariá-la.”
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“A verdade integral é, geralmente, a aliada da virtude; a meia verdade é sempre aliada de algum vício.”
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“O círculo é perfeito e infinito por natureza, mas ele está para sempre amarrado a suas dimensões, não podendo crescer ou diminuir, já que na sua definição o raio é constante. Mas a cruz, embora tenha no centro uma colisão e uma contradição, pode sempre estender os braços sem modificar sua forma. Pelo fato de abrigar um paradoxo em seu centro, a cruz pode crescer sem mudar. O círculo volta-se sobre si mesmo como prisioneiro. A cruz abre seus braços aos quatro ventos e serve de marco indicador aos viajantes livres.»
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“A dificuldade em explicar 'Por que eu sou católico' é que há dez mil razões para isso, todas se resumindo a uma única: o catolicismo é verdadeiro.”
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“Nove dentre dez do que chamamos novas idéias são simplesmente erros antigos. A Igreja Católica tem como uma de suas principais funções a de prevenir que os indivíduos comentam esses velhos erros; prevenir de cometê-los repetidamente, como eles fariam se deixados livres.”
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“Não há nenhum outro caso de uma instituição inteligente e contínua que tenha pensado sobre o pensamento por dois mil anos. Sua experiência cobre naturalmente quase todas as experiências; e especialmente quase todos os erros. O resultado é um mapa no qual todas as ruas sem saída e as estradas ruins estão claramente marcadas, todos os caminhos que se mostraram sem valor pela melhor de todas as evidências: a evidência daqueles que os percorreram.”
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“A Igreja não é um movimento e sim um lugar de encontro, um lugar de encontro para todas as verdades do mundo."
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“Somente a Igreja Católica pode salvar o homem da destrutiva e humilhante escravidão de ser filho de seu tempo. Já faz muito, entretanto, que a Igreja Católica tem provado não ser ela uma invenção de seu tempo: é a obra de seu Criador, e continua sendo capaz de viver o mesmo em sua velhice como em sua primeira juventude: e seus inimigos, no mais profundo de suas almas, perderam já a esperança de vê-la morrer algum dia."
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"Uma espécie de teósofo me disse: 'O bem e o mal, a verdade e a mentira, a loucura e a sanidade, são apenas aspectos do mesmo movimento ascendente do Universo'. Já nessa época me ocorreu perguntar: 'Supondo que não exista diferença entre o bem e o mal, ou entre a verdade e a mentira, qual é a diferença entre ascendente e descendente?'"
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“A Igreja não pode mudar com os tempos [...]. Sua missão é salvar toda a luz e toda a liberdade que podem salvar-se, opor-se ao arrastre descendente do mundo e esperar dias melhores [...]. Não necessitamos de uma Igreja que se mova com os tempos. Necessitamos de uma Igreja que mova o mundo. Necessitamos de uma Igreja que o aparte de muitas das coisas para as quais agora se inclina [...]. Para qualquer Igreja será esta a prova histórica de se é ou não a verdadeira Igreja”(G. K. Chesterton, The New Witness).
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“A Igreja tem o que o mundo não tem. A própria vida não atende tão bem como a Igreja à todas as necessidades do viver. A Igreja pode orgulhar-se de sua superioridade sobre todas as religiões e todas as filosofias. Aonde tem os estóicos um Menino Jesus? Aonde está Nossa Senhora dos muçulmanos, a mulher que não foi feita para nenhum homem, e que está sentada acima de todos os anjos? Qual é o São Miguel de Buda, cavaleiro e soldado, que tem preparada uma espada [...]? Que poderia fazer Santo Tomás de Aquino na mitologia do bramanismo, ele que estabeleceu a ciência e o racionalismo da Cristandade?[...] Como teria sido Francisco Trovador entre os calvinistas [...]? Como teria vivido Joana D’arc, uma mulher, esgrimindo a espada que conduzia a guerra, entre os quackers e os pacifistas [...]?” (G. K. Chesterton, O Homem Eterno).


Um comentário:

  1. Ao lado de G. K. Chesterton, François Mauriac, Paul Claudel e Walker Percy, o francês Georges Bernanos figura entre os grandes escritores cristãos do século XX, ao ponto de o grande teólogo alemão Hans Urs von Balthasar ter-lhe dedicado um livro inteiro. Sua obra tem sido publicada no Brasil pela É Realizações Editora, e agora sua passagem pelo país é narrada ao público local. O estudo de Sébastien Lapaque “Sob o Sol do Exílio: Georges Bernanos no Brasil (1938-1945)” acaba de ser publicado, trazendo à luz a visita de Bernanos a várias cidade do Rio de Janeiro e Minas Gerais, sua estadia no sítio Cruz das Almas, sua revolta contra a mediocridade dos intelectuais e a ascensão do totalitarismo, sua amizade com pensadores brasileiros e a visita que Stefan Zweig lhe fez à véspera de se suicidar.

    Matérias na Folha de S. Paulo a propósito do lançamento do livro: http://goo.gl/O8iFve e http://goo.gl/ymS4lL
    Para ler algumas páginas de “Sob o Sol do Exílio”: http://goo.gl/6hAEOM

    Confira também:
    Diálogos das Carmelitas: http://goo.gl/Yy3ir3
    Joana, Relapsa e Santa: http://goo.gl/CAzTTk
    Um Sonho Ruim: http://goo.gl/Kd091z
    Diário de um Pároco de Aldeia: http://goo.gl/ISErLc
    Sob o Sol de Satã: http://goo.gl/qo18Uu
    Nova História de Mouchette: http://goo.gl/BjXsgm

    ANDRÉ GOMES QUIRINO
    mkt1@erealizacoes.com.br
    (11) 5572-5363 (r. 230)

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