segunda-feira, 4 de abril de 2011

Abusos litúrgicos enfraquecem a fé

Fonte: http://www.catholicherald.co.uk/news/2011/03/03/cardinal-bad-masses-weaken-the-faith/
Tradução do inglês: Padre Elílio

Cardeal Llovera
O enfraquecimento da fé em Deus, o aumento do egocentrismo e a queda no número de pessoas que vão à Missa podem estar relacionados com abusos litúrgicos ou com Missas sem reverência, sustentaram dois cardeais e um consultor do Vaticano. 

O Cardeal Raymond Burke, Prefeito da Signatura Apostólica, disse: “Se nós continuarmos no erro pensando que somos o centro da liturgia, a Missa levará a uma perda da fé”. 

O Cardeal Burke e o espanhol Cardeal Antonio Cañizares Llovera, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, discursaram no lançamento de um livro em Roma. 

O livro, publicado somente em italiano, foi escrito por Nicola Bux, que atua como consultor da Congregação para a Doutrina da Fé e da Congregação para a Causa dos Santos e como membro do Ofício das celebrações litúrgicas do Papa. 

A tradução do título do livro poderia ser: Como ir à Missa e não perder a fé.  O Cardeal Burke disse aos presentes que concorda com Bux no sentido de que “os abusos litúrgicos levam a uma sério prejuízo para a fé dos católicos”. “Infelizmente, ele disse, muitos padres e bispos consideram que as violações das normas litúrgicas não são importantes, quando, de fato, são ‘sérios abusos’”. 

O Cardeal Cañizares disse que, embora o título do livro seja provocativo, demostra uma convicção que ele endossa. “A participação na Eucaristia pode fazer-nos enfraquecer ou perder a fé se não entramos no espírito da liturgia com propriedade, e se a liturgia não é celebrada de acordo com as normas da Igreja”, disse. “Isso é verdade, quer se trate da forma ordinária ou extraordinária do único Rito Romano”, disse ainda o cardeal. 

O Cardeal Cañizares notou que numa época em que muitas pessoas vivem como se Deus não existisse, elas necessitam de uma verdadeira celebração da Eucaristia para recordá-las que somente Deus deve ser adorado e que o verdadeiro sentido da vida vem somente do fato de Jesus ter dado sua vida para a salvação do mundo. 

Bux disse que muitos católicos modernos pensam que a Missa seja algo que o padre e a assembleia fazem juntos, quando, de fato, é algo que somente Jesus pode fazer. “Se você vai à Missa em um lugar e depois em outro, não verá a mesma Missa. Isso significa que não se trata da Missa da Igreja Católica, à qual o povo católico tem direito, mas é, antes, a Missa desta paróquia ou daquele padre”, disse.

3 comentários:

  1. Ola, padre, paz e bem.

    Por um lado, vejo como algumas celebrações as vezes centralizam o "eu" e não o "Tu", principalmente na musicalidade, que é talvez mais flexível. Isso não ocorre com as orações.
    E falo isso como bom carismático que sou, como alguém que já achou que as missas precisam ser "renovadas".
    Hoje já não o vejo mais assim.
    Mas compreendo também que a Igreja, sábia como é, sempre olhou os sinais dos tempos, e procurou uma linguagem acessível e acertiva em relação a cada povo de cada época.
    Há que se cuidar para não descentralizar o Santo Sacrifício, mas tambem há de se levar em conta o apelo de tantos que grozam por uma "experiência" com Deus na celebração litúrgica.
    Repito, concordo com o artigo, deixo aqui apenas meu apelo para que uma faixa expressiva do povo de Deus não seja ignorada.

    Abraço fraterno.

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  2. É pura verdade
    Seria bom que este livro também fosse publicado no Brasil. Aqui fazem-se das missas momentos para que apareçam Padres artistas, Grupos de cantos que não sabem diferenciar a musica liturgica de um rock ou de um regae a ai, misturam tudo e a missas se tornam barulhentas, dançantes por tudo que é lado da igreja, sem nenhum compromisso. É hora de salvar a liturgia, enquanto é temp

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  3. Este artigo elucida um fenômeno mundial que se expressa localmente no nosso país de maneira abusiva.

    Dou um exemplo. Não tiro a razão das autoridades eclesiais de se opor à missa tridentina, pois tem de fato lá suas razões técnicas ou doutrinárias. No entanto, pesa-me muito crer na boa fé destes dirigentes quando são tão grandiloquentes para criticar missas como a do rito extraordinário e ao mesmo tempo não levantam nenhuma palavra sequer contra a teologia da libertação abertamente discursada dos altares das Igrejas de Cristo. Heresia completamente condenada e que a própria Igreja recomenda ser combatida.

    Isso sem contar as muitas vezes alucinantes adaptações da liturgia a "culturas locais", no interior do país, que não encontram par nem nas paróquias isoladas da África mais profunda.

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