sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O "Plano Nacional de Direitos Humanos" e o aborto

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Padre Elílio de Faria Matos Júnior

O III Plano Nacional de Direitos Humanos, anunciado pelo presidente Lula no final do ano passado, tem gerado polêmicas, entre outras coisas, porque favorece a prática do aborto. Em sua versão original, o texto do plano fala de "autonomia" da mulher em relação ao próprio corpo e recomenda que o Congresso altere o Código Penal a fim de descriminalizar a prática do aborto. Um verdadeiro absurdo!

Posicionar-se contra o aborto provocado é, antes do mais, uma questão de humanidade, Como um plano de direitos humanos pode querer favorecer uma das maiores desumanidades, o aborto? Que contradição! Coisa digna de um mundo que nega Deus e também a lei moral natural que Ele inscreveu no profundo das consciências. Seguisse apenas a voz da consciência moral, o homem não chegaria a barbaridade tão grande!

Não há nada que possa justificar o aborto, porque nada pode justificar o assassinato, frio e calculado, de uma vida humana inocente. A Igreja protestou contra a disposição do plano, como protestará sempre quando estiver em causa uma vida humana inocente.  E o fez em nome da razão e da dignidade nativa do homem, não só da fé.

A gestante talvez possa reivindicar para si "autonomia" - e devemos lembrar que liberdade para o mal é uma falsa liberdade ou falsa autonomia - em relação ao próprio corpo, mas nunca em relação ao corpo e à vida que está no seu ventre. Trata-se de uma outra pessoa com direito inviolável à vida.

Mesmo que o governo reveja o texto sobre o aborto, promovendo-o apenas genericamente e por questões de saúde pública, devemos protestar. O aborto provocado não é lícito nunca! E a saúde pública de modo algum será beneficiada pela aprovação de um crime, que, ademais, deixa marcas negativas profundas na saúde psíquica da mãe que o pratica.

5 comentários:

  1. A paz de Jesus Pe. Elílio!
    Que valor tem a vida humana para uma sociedade que vive como se Deus não existisse ou melhor, como se não precisasse de Deus? A vida não tem valor nenhum! Hoje os políticos e os famosos do mundo defendem a natureza dão mais valor a um ovo de tartaruga que a uma criança no ventre materno se você quebrar um ovo de tartaruga você vai preso mais se uma mulher abortar eles querem que seja NORMAL. Apenas a Igreja Católica se levanta para defender a criança que é IMAGEM e SEMELHANÇA DE DEUS. Isso é NOJENTO isso é REVOLTANTE!! É preciso e urgente que os Católicos verdadeiramente Católicos não admita isso. O papel da Igreja Católica e nosso é, e sempre será, combater o espírito do mundo que é maligno e que deseja criar essa CULTURA DE MORTE combatida pelo Venerável Papa João Paulo II. É triste e inaceitável ficar calado diante do infanticidio! “Quando o valor da vida humana está em jogo, essa harmonia entre as funções magisteriais e o engajamento leigo torna-se particularmente importante: a vida é o primeiro dos bens recebidos de Deus e é o fundamento de todos os outros. Garantir o direito a todos e de maneira igual para todos é um dever. De seu cumprimento depende o futuro da humanidade”. Bento XVI

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  2. Christiano,
    A Igreja é benemérita por defender a vida inocente do nascituro quando forças poderosas e obscuras a querem matar.

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  3. Sou contra o aborto, mas não por uma análise religiosa, mas sim por uma análise jurídica. O direito à vida é fundamental em nossa carta constitucional. Sendo assim, a liberdade individual da mulher sucumbe ao direito à vida deste ser indefeso.A falência do Estado nas campanhas de planos familiares é consequencia do incentivo à prática do aborto em um plano que deveria ser de direitos humanos.

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  4. Prezada Glauciane,
    A vida humana inocente e indefesa no ventre materno tem direito inviolável a continuar a viver. Interromper tal vida é um crime hediondo. Qualquer pessoa de bom senso pode reconhecê-lo. A fé católica vem tão-somente reforçar o que todos devem saber. Abraços!

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  5. Por que as pessoas querem legalizar o aborto? Geralmente por ficarem grávidas em "um momento inapropriado" (muito novas ou sem estrutura financeira). Por que então as mulheres que pensam não poder ter um filho neste momento, ao invés de pensar em aborto, não pensam um pouco mais antes de ter uma vida sexualmente ativa?
    O sexo gera crianças e isso não é novidade pra ninguém. Por que fazer sexo se você não quer filhos?? Minha mãe sempre disse: se vc faz coisas erradas, assuma as consequências. Acredito que não haveria necessidade dessa discussão sobre aborto se nosso sociedade procurasse incentivar a castidade, o sexo após o casamento (partindo do princípio que só se casa quando há estrutura para isso). Vejo a inversão dos valores, é tentar consertar um erro (sexo liberal) com outro (aborto).
    Elaine Tavares - São Luis/MA

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