quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Confissão do Papa Paulo VI

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Ao Papa Paulo VI coube dirigir a Barca de Pedro nos difíceis tempos pós-conciliares. Em 1977, numa confissão marcada pela angústia e, ao mesmo tempo, pela confiança em Deus, que jamais abandona a Igreja, disse:

"Há uma grande perturbação, neste momento, no mundo e na Igreja, e está relacionada com a fé. Vem-me agora repetidamente à memória a frase obscura de Jesus no Evangelho de S. Lucas: ´Quando o Filho do homem retornar, encontrará ainda fé sobre a Terra?´ Vem-me à memória que se publicam livros nos quais a fé está em retirada, em alguns pontos importantes, e que o episcopado se cale, não achando estranhos estes livros; isto, segundo minha opinião, é estranho. Releio às vezes o Evangelho do fim dos tempos e constato que, neste momento, emergem alguns sinais deste fim. Estamos próximos do fim? Isto jamais saberemos. É necessário estarmos sempre prontos, mas tudo pode durar ainda muito tempo. O que me impressiona, quando considero o mundo católico, é que, no interior do catolicismo, parece às vezes dominar um pensamento do tipo não católico e pode acontecer que este pensamento não católico, no interior do catolicismo, torne-se amanhã o mais forte. Mas jamais representará o pensamento da Igreja. É necessário que subsista um pequeno rebanho, por menor que seja" (In.: Jean Guitton. Paulo VI Segredo, p. 152-153).

20 comentários:

  1. Os abusos hoje cometidos principalmente no que diz respeito a liturgia são a prova de que Paulo VI estava certo. Nossas missas estão sendo transformadas em festa, banquete. Mesmo a doutrina da Santa Igreja ensinando que na Santa Missa celebramos o único sacrifício do Senhor, de forma incruenta. Hoje há lá-lá-lá demais e ambiente de oração de menos, padres modernos de mais e o povo se perdendo, indo buscar no protestantismo aquilo que só a Igreja fundada por Cristo é capaz de oferecer.
    Parbéns Pe. Elílio por sua fidelidade ao Papa. Que nossa Senhora interceda por nós.

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  2. A paz de Jesus Pe. Elílio!
    Veja que coisa curiosa sobre o Papa Paulo VI:
    "Na [morte] de Paulo VI, o Dr. G. Gamberini, Grão Mestre do Grande Oriente da Itália distribuiu a nota seguinte:
    "(...) Nenhum dos seus predecessores foi tão difamado como ele. Talvez, porque, no seu tempo, a arte de difamar não conseguira as presentes garantias de impunidade. Mas, sem dúvida, a ele e não aos seus predecessores coube a sorte de tomar conhecimento da incumbência da ameaça final para a sua Igreja como para todas as religiões, como para toda espiritualidade. E teve de bater-se e procurou fazê-lo em mais de uma frente, com mais de uma tática. Para os outros, a morte de um Papa é um acontecimento proverbialmente raro, mas que acontece, não obstante com a freqüência de anos e de decênios. Para nós é a morte de quem fez cair a condenação de Clemente XIV e de seus sucessores. Ou seja, é a primeira vez -- na História da Maçonaria moderna -- que morre o chefe da maior religião ocidental, não em estado de hostilidade com os maçons. E pela primeira vez na História os maçons podem prestar homenagem ao túmulo de um Papa, sem ambigüidades nem contradições”.
    (Dr G. Gamberini citado por J.A.E. Benimeli, G. Caprile e V.Alberton, Maçonaria e Igreja Católica , editora Paulus, São Paulo, 1981. Cito a Quarta edição brasileira, que é de 1998, pp. 101-102.
    Que texto mais comprometedor para Paulo VI!
    Que homenagem incrível dos inimigos da Igreja a um Papa!
    Por que tais palavras e tal homenagem foram possíveis?
    Essa foi a “honra” de Paulo VI: ser homenageado pela Maçonaria sem ambigüidades, nem contradições.
    Que ameaça foi essa, e quem a fez?
    Quantos mistérios rondam a vida deste Papa que elaborou a nova Missa. A elaboração do Novo Ordo de Paulo VI teve a colaboração de 6 pastores protestantes, conforme indicado pelo próprio Mons. Annibale Bugnini, Secretário do "Consilium ad exequandam Constitutionem de Sacra Liturgia" (comissão formada pelo Papa Paulo VI para a formulação do Novo Ordo), no seu livro "La Riforma Liturgica - 1948-1975" , Ed. Liturgiche, Roma, 1983, pg. 204
    Que Nosso Jesus Cristo e a Santíssima Virgem Maria proteja o Santo Padre Bento XVI nessa batalha contra os abusos na liturgia feitos pelo clero progressista. Fique com Deus Pe. Elílio.

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  3. Caro Welerson,
    A crise de fé é uma realidade espiritual; para combatê-la devemos valer-nos sobremodo de meios espirituais, notadamente da oração. Abraços!

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  4. Menos pessimismo! A Europa oriental descobriu ainda a tempo que "não só de pão vive homem.." e após prolongada asfixia esta fervilhando de fé bem oxigenada.( Ordens salesianas em ação!)- vale a pena acompanhar. A tocha anda - vejam a África.

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  5. Caro Christiano.
    Particularmente, não creio que o Papa Paulo VI estivesse, de alguma maneira, ligado à Maçonaria. O texto do maçon citado pode ser entendido como reação positiva dos maçons diante da abertura pós-conciliar. Como quer que seja, de uma coisa devemos estar certos, como a Igreja reiterou em 1983: pertencer à Maçonaria é incompatível com a fé católica, e o católico que se faz maçon está em estado de pecado grave.

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  6. Parabens pelo Blog padre Elilio!
    Quanto ao papa Paulo VI reforco o que vc disse e acrescento que a maconaria se manifestou em sua morte para fazer jogo de marketing. Nesses momentos, a instituicoes ganham notoriedade na midia e pode conquistar a simpatia de alguem. Eles sabem disso. Foi somente um uso de marketing. meu blog e http://brantonio.wordpress.com/

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  7. Sempre compreendi a necessidade do Vaticano II no contexto do pós-guerra: uma europa devastada, e uma ideologia nefasta tomando proporções monstruosas: o comunismo. Era necessária a abertura da Igreja! Mas as consequencias foram contrárias. O Papa Paulo VI era um grande humanista, amigo de artístas e filósofos como Jean Guitton e Jacques Maritain. Ele confiava na capacidade intelctual da grande Tradição Católica para dar respostas a esse período tão conturbado. Infelizmente os progressistas distorceram tudo.

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  8. Caro Hilton!
    O senhor diz que compreendi a necessidade do Vaticano II no contexto do pós-guerra: uma europa devastada, e uma ideologia nefasta tomando proporções monstruosas: o comunismo. E que infelizmente os progressistas distorceram tudo.

    O que o senhor diz não se sustenta!!!

    O Papa João XXIII -- que foi modernista -- mandou assinar um acordo, em Metz, no ano de 1962, com o PC da URSS. Por esse acordo, a URSS permitiria que alguns representantes dos cismáticos russos estivessem presentes no Vaticano II como "observadores". A igreja se comprometeria, por seu lado, a não condenar, no Vaticano II, o comunismo, o marxismo, e até que nem se citaria a URSS.
    O acordo foi assinado pelo Cardeal Tisserand, como representante da Igreja, e pelo Arcebispo Nikodin, coronel da KGB, representando a URSS. Nikodin foi o mesmo que iria morrer muito misteriosamente, na presença de João Paulo I, que, por sua vez, morreria 18 dias depois também de modo muito misterioso.
    Resultado dos acordos de Metz: o Concílio Vaticano II foi o único Concílio, nos 2.000 anos da Igreja, que se comprometeu a não condenar a heresia mais viva de seu tempo, e a heresia mais nefasta, e a maior inimiga da Igreja, em toda a sua História.
    O Vaticano II se calou diante do Comunismo.
    O Vaticano II não condenou a URSS e o marxismo.
    O Vaticano II se fez de surdo para não ouvir o clamor dos mártires do Comunismo Internacional. Mas, o sangue desses mártires clama por justiça, diante de Deus, contra os eclesiásticos cúmplices silenciosos dos crimes do socialismo soviético. Porque a URSS de Stalin se dizia Socialista.

    (Extraído do site Montfort - Carta-apelo a um deputado do PT)

    E ai ??? o senhor vai refutar?

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  9. Prezado Christiano, é preciso esclarecer algumas questões. Nada do que você escreveu desmente minha afirmação: o Concílio Vaticano II efetiva-se no pós-guerra e com o intuito de ser uma forte resposta aos questionamentos surgidos nesse período. Basta você ler a Gaudium et Spes e verá a referência aos problemas característicos (que ainda são fortes em nosso tempo) daquele período: o materialismo (marxismo, o ateísmo (existencialismo) e o economicismo (capitalismo desenfreado). A questão do comunismo é clara: esse sistema só ganhou proporções monstruosas no pós-guerra e com o fim do nazismo. Não se esqueça, não feche os olhos da razão: foi João Paulo II um dos maiores responsáveis pela derrocada desse sistema no Leste europeu e não apenas na Polônia! Acordos existem, pois não podemos esqueçer que o Vaticano é um Estado Político também! A monstruosidade do sitema comunista só ficou clara com a queda do mesmo: mas antes dessa queda a Igreja já condenava e lutava contra esse sistema, e o Papa João Paulo II é a prova disso! João XIII era progressista, assim como Paulo VI. O termo modernismo é herético! A consequência dessa afirmação: o Papa João XVIII era herege! cuidado com os termos, pois por mais que exista divergências entre conservadores e progressistas, as duas posições são ainda legítimas dentro da Igreja, mas não o modernismo. A Gaudium é sim uma grande resposta ao homem moderno, mas infelizmente ainda não se realizou na prática. Fique com Deus!

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  10. Lia Christiano: Um pouco da Gaudium

    Formas e raízes do ateísmo

    19. A razão mais sublime da dignidade do homem consiste na sua vocação à união com Deus. É desde o começo da sua existência que o homem é convidado a dialogar com Deus: pois, se existe, é só porque, criado por Deus por amor, é por Ele por amor constantemente conservado; nem pode viver plenamente segundo a verdade, se não reconhecer livremente esse amor e se entregar ao seu Criador. Porém, muitos dos nossos contemporâneos não atendem a esta íntima e vital ligação a Deus, ou até a rejeitam explicitamente; de tal maneira que o ateísmo deve ser considerado entre os factos mais graves do tempo actual e submetido a atento exame.
    Com a palavra «ateísmo», designam-se fenómenos muito diversos entre si. Com efeito, enquanto alguns negam expressamente Deus, outros pensam que o homem não pode afirmar seja o que for a seu respeito; outros ainda, tratam o problema de Deus de tal maneira que ele parece não ter significado. Muitos, ultrapassando indevidamente os limites das ciências positivas, ou pretendem explicar todas as coisas só com os recursos da ciência, ou, pelo contrário, já não admitem nenhuma verdade absoluta. Alguns, exaltam de tal modo o homem, que a fé em Deus perde toda a força, e parecem mais inclinados a afirmar o homem do que a negar Deus. Outros, concebem Deus de uma tal maneira, que aquilo que rejeitam não é de modo algum o Deus do Evangelho. Outros há que nem sequer abordam o problema de Deus: parecem alheios a qualquer inquietação religiosa e não percebem por que se devem ainda preocupar com a religião. Além disso, o ateísmo nasce muitas vezes dum protesto violento contra o mal que existe no mundo, ou de se ter atribuído indevidamente o carácter de absoluto a certos valores humanos que passam a ocupar o lugar de Deus. A própria civilização actual, não por si mesma mas pelo facto de estar muito ligada com as realidades terrestres, torna muitas vezes mais difícil o acesso a Deus.
    Sem dúvida que não estão imunes de culpa todos aqueles que procuram voluntàriamente expulsar Deus do seu coração e evitar os problemas religiosos, não seguindo o ditame da própria consciência; mas os próprios crentes, muitas vezes, têm responsabilidade neste ponto. Com efeito, o ateísmo, considerado no seu conjunto, não é um fenómeno originário, antes resulta de várias causas, entre as quais se conta também a reacção crítica contra as religiões e, nalguns países, principalmente contra a religião cristã. Pelo que os crentes podem ter tido parte não pequena na génese do ateísmo, na medida em que, pela negligência na educação da sua fé, ou por exposições falaciosas da doutrina, ou ainda pelas deficiências da sua vida religiosa, moral e social, se pode dizer que antes esconderam do que revelaram o autêntico rosto de Deus e da religião.

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  11. Mais um pouco da Gaudium para o Christiano ler:

    O ateísmo sistemático

    20. O ateísmo moderno apresenta muitas vezes uma forma sistemática, a qual, prescindindo de outros motivos, leva o desejo de autonomia do homem a um tal grau que constitui um obstáculo a qualquer dependência com relação a Deus. Os que professam tal ateísmo, pretendem que a liberdade consiste em ser o homem o seu próprio fim, autor único e demiurgo da sua história; e pensam que isso é incompatível com o reconhecimento de um Senhor, autor e fim de todas as coisas; ou que, pelo menos, torna tal afirmação plenamente supérflua. O sentimento de poder que os progressos técnicos hodiernos deram ao homem pode favorecer esta doutrina.
    Não se deve passar em silêncio, entre as formas actuais de ateísmo, aquela que espera a libertação do homem sobretudo da sua libertação económica. A esta, dizem, opõe-se por sua natureza a religião, na medida em que, dando ao homem a esperança duma enganosa vida futura, o afasta da construção da cidade terrena. Por isso, os que professam esta doutrina, quando alcançam o poder, atacam violentamente a religião, difundindo o ateísmo também por aqueles meios de pressão de que dispõe o poder público, sobretudo na educação da juventude.
    Respeito da pessoa humana
    27. Vindo a conclusões práticas e mais urgentes, o Concílio recomenda a reverência para com o homem, de maneira que cada um deve considerar o próximo, sem excepção, como um «outro eu», tendo em conta, antes de mais, a sua vida e os meios necessários para a levar dignamente (8), não imitando aquele homem rico que não fez caso algum do pobre Lázaro (9).
    Sobretudo em nossos dias, urge a obrigação de nos tornarmos o próximo de todo e qualquer homem, e de o servir efectivamente quando vem ao nosso . encontro - quer seja o ancião, abandonado de todos, ou o operário estrangeiro injustamente desprezado, ou o exilado, ou o filho duma união ilegítima que sofre injustamente por causa dum pecado que não cometeu, ou o indigente que interpela a nossa consciência, recordando a palavra do Senhor: «todas as vezes que o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mt. 25,40).
    Além disso, são infames as seguintes coisas: tudo quanto se opõe à vida, como seja toda a espécie de homicídio, genocídio, aborto, eutanásia e suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como as mutilações, os tormentos corporais e mentais e as tentativas para violentar as próprias consciências; tudo quanto ofende a dignidade da pessoa humana, como as condições de vida infra-humanas, as prisões arbitrárias, as deportações, a escravidão, a prostituição, o comércio de mulheres e jovens; e também as condições degradantes de trabalho; em que os operários são tratados como meros instrumentos de lucro e não como pessoas livres e responsáveis. Todas estas coisas e outras semelhantes são infamantes; ao mesmo tempo que corrompem a civilização humana, desonram mais aqueles que assim procedem, do que os que padecem injustamente; e ofendem gravemente a honra devida ao Criador.

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  12. Prezado Hilton!

    Sobre o Vaticano II veja o que declarou Jean Guitton amigo queridíssimo de Paulo VI e convidado por esse Papa a participar do Concílio.
    Jean Guitton confessa: o Concílio Vaticano II proclamou o que foi condenado como heresia [Modernista] por São Pio X, em 1906:
    'Quando leio os documentos concernentes ao Modernismo, tal como ele foi definido por São Pio X, e quando os comparo com os documentos do Concílio Vaticano II, não posso deixar de ficar desconcertado. Porque, o que foi condenado como uma heresia em 1906, foi proclamado como sendo e devendo ser doravante a doutrina e o método da Igreja. Dito de outro modo, os modernistas em 1906 me aparecem como precursores. Meus mestres faziam parte deles [os modernistas]. Meus pais me ensinavam o Modernismo. Como São Pio X pode repelir os que agora me aparecem como precursores?' (Jean Guitton, Portrait du Père Lagrange, Éditions Robert Laffont, Paris, 1992, p.55-56).

    Se fosse apenas o fato do concílio ter aceitado as heresias condenadas pelo Papa Leão XIII, pelo Bem-Aventurado Pio IX, por São Pio X e ainda pelo Papa Pio XI mais não foi só isso.

    lamentavelmente meu caro Hilton o Concílio Vaticano II foi o único Concílio, nos 2.000 anos da Igreja, que se comprometeu a não condenar a heresia mais viva de seu tempo, e a heresia mais nefasta, e a maior inimiga da Igreja, em toda a sua História.
    O Vaticano II se calou diante do Comunismo.
    O Vaticano II não condenou a URSS e o marxismo.
    O Vaticano II se fez de surdo para não ouvir o clamor dos mártires do Comunismo Internacional.

    continua...

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  13. O vaticano II rompeu com o ensinamento do Papa Pio XI, que recordava à Igreja que não podia deixar de se condenar este Mal incomparável que é o Comunismo. Eis o que escreveu este santo Papa na Divini Redemptoris:
    Perigo tão ameaçador, vós já o compreendestes, Veneráveis Irmãos, é o comunismo bolchevista e ateu, que visa subverter a ordem social e abalar os próprios fundamentos da civilização cristã. Diante de tal ameaça, não podia a Igreja Católica silenciar, e não silenciou. Não silenciou principalmente esta Sé Apostólica, que tem consciência de ser missão sua especialíssima a defesa da verdade e da justiça e de todos os bens eternos que o comunismo menospreza e combate.

    Como vê meu caro Hilton, o Concílio não diria uma única palavra sobre o Comunismo soviético; pelo contrário, começaria a época do “diálogo” com as mesmas forças às quais a Igreja anteriormente se tinha oposto.

    Acontece que com inimigos a gente não dialoga a gente combate como tinham feito todos os papas anteriores ao desastroso concilio vaticano II.

    Através dessa abertura do concílio ao mundo moderno e desse olhar com GAUDIUM ET SPES para os inimigos da fé católica a fumaça de satanas entrou na Igreja. Juntamente com os neo-modernistas, tanto Maçons como Comunistas exultaram com o resultado do Concílio.

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  14. Yves Marsaudon Maçom do Rito Escocês, no seu livro Ecumenism Viewed by a Traditional Freemason, louvou o ecumenismo nascido do Concílio Vaticano II. Escrevia ele: Pode-se dizer que o ecumenismo é o filho legítimo da Maçonaria.

    O francês Marcel Prelot, Senador pela Região de Doubs, é provavelmente o mais exacto ao descrever o que realmente aconteceu no Concílio Vaticano II. Escreveu ele:
    Lutámos durante século e meio para fazer vingar as nossas opiniões dentro da Igreja e não o conseguimos. Finalmente, chegou o Vaticano II e nós triunfámos. A partir daí, as proposições e os princípios do Catolicismo liberal foram definitiva e oficialmente aceitos pela Santa Igreja. (o mesmo liberalismo condenado por S. Pio XI
    Os Comunistas ficaram igualmente deliciados com os resultados do Concílio. Como declarou o Partido Comunista Italiano no seu 11º Congresso, em 1964: «O extraordinário ‘despertar’ do Concílio, que pode comparar-se com exatidão aos Estados Gerais de 1789(voce deve saber o que foi os estados gerais de 1789 né Hiltom??), mostrou a todo o mundo que a velha Bastilha político-religiosa foi abalada até aos alicerces.

    Para terminar meu caro Hilton eu teria muito a dizer sobre as consequências desastrosas e sem precedentes desse concílio para a história atual da Igreja vejamos o que disse o Papa Paulo VI:
    o Papa Paulo VI admitiu oito anos após o Concílio, «a abertura ao mundo tornou-se uma verdadeira invasão da Igreja pelo pensamento mundano. Fomos talvez demasiado fraco e imprudente.» Mas já três anos depois do Concílio o Papa Paulo VI tinha admitido que «A Igreja está num período agitado de autocrítica, que poderia antes chamar-se auto-demolição». E em 1972, talvez no mais espantoso comentário jamais feito por um Pontífice Romano, Paulo VI lamentou que «Por alguma fresta o fumo de Satanás entrou no Templo de Deus.

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  15. Auto-demolição !!! A igreja caminha para a auto-demolição. Sabemos que esse termo é relativo por que Jesus afirmou que satanás não conseguiria destruir a Igreja. Mais que estamos sofrendo muito por causa dos abusos na liturgia por parte do clero modernista e modernizante estamos. O objetivo do clero modernista é destruir tudo. Modernizar tudo romper com a tradição . Mudar a liturgia. Enfim a auto-destruição da Igreja Católica Apostolica Romana.

    Rezemos para que o Santo Padre Bento XVI de uma palavra final sobre o Concílio Vaticano II no que tem de errado e no que precisa ser interpretado à luz da tradição e tenha coragem de enfrentar os lobos vermelhos dentro da Igreja de Deus a única Esposa de Jesus a Igreja Católica Apostólica Romana. Rezemos pelo Papa meu caro Hilton. Maria te cubra com seu manto.
    Viva o Papa!

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  16. Prezados,

    O Concílio Vaticano II, como concílio ecum6enico que é, não pode ensinar o erro. Portanto, não existem heterodoxias no Concílio Vaticano II. O que existe de falso são as falsas interpretações do concílio.

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  17. Concordo plenamente! É justamente o que tentei afirmar: o erro se encontra nas distorções do Concílio. Ora, é justamente o que o Santo Padre Bento XVI tem afirmado: interpretar o concílio dentro da Tradição. A hemernêutica da continuidade e não da ruptura. Os fragmentos da Gaudium tinha o seguinte objetivo: a questão central das ideologias do mal como o comunismo: o ateísmo! Esse foi o inimigo destacado pelo Concílio a ser combatido. O comunismo como sistema já tinha sido condenado pela Igreja anterior ao Vaticano II. Mas qual o Papa que com punhos de ferro ajudou a derrubar esse sistema? João Paulo II, o Papa do Vaticano II por excelência senhor Christiano! Leia Memória e identidade. O senhor verá que justamente o ateísmo é apontado por João Paulo II como ponto central das ideologias do mal: comunismo e nazismo. Sua origem: o iluminismo, Descartes. A crise da metafísica...

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  18. Padre Elílio, dias atras ouvi um agente de pastoral dizer que o maçom pode trabalhar em qualquer pastoral da igreja, não está impedido de nada. Disse que Paulo VI liberou a entrada de maçom na Igreja. Pergunto: é verdade, em qual documento está isso escrito? Eu nunca tinha ouvido falar isso.
    Obrigado.

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    1. Caro Nestor,

      Na verdade, quem é maçom está numa situação objetiva de pecado grave. Portanto, não pode aproximar da Sagrada Comunhão nem deve exercer alguma função na Igreja.

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  19. Vocês já conhecem esse texto?

    STO. ANTONIO GRAMSCI E A SALVAÇÃO DO BRASIL

    QUEM DESEJE reduzir a um quadro coerente o aglomerado caótico de elementos que se agitam na cena brasileira, tem de começar a desenhá-lo tomando como centro um personagem que nunca esteve aqui, do qual a maioria dos brasileiros nunca ouviu falar, e que ademais está morto há mais de meio século, mas que, desde o reino das sombras, dirige em segredo os acontecimentos nesta parte do mundo.

    Refiro-me ao ideólogo italiano Antonio Gramsci. Tendo-se tornado praxe entre as esquerdas jamais pronunciar o nome de Gramsci sem acrescentar-lhe a menção de que se trata de um mártir, apresso-me a declarar que o referido passou onze anos numa prisão fascista, de onde remeteu ao mundo, mediante não sei que artifício, os trinta e três cadernos de notas que hoje constituem, para os fiéis remanescentes do comunismo brasileiro, a bíblia da estratégia revolucionária. Mas não está só nisso a razão da aura beatífica que envolve o personagem. Da estratégia, tal como vista por ele, constituía um capítulo importante a criação de um novo calendário dos santos, que pudesse desbancar, na imaginação popular, o prestígio do hagiológio católico ( uma vez que a Igreja, na visão dele, era o maior obstáculo ao avanço do comunismo ). O novo panteão seria inteiramente constituído de líderes comunistas célebres, e baseado no critério segundo o qual "Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht são maiores do que os maiores santos de Cristo" — palavras textuais de Gramsci. Os seguidores do novo culto, com inteira lógica, puseram ainda mais alto na escala celeste o instituidor do calendário, motivo pelo qual não se pode falar dele sem a correspondente unção. E eu, temeroso como o sou de todas as coisas do além, não poderia iniciar esta breve exposição do gramscismo brasileiro sem a preliminar invocação ao seu patrono, em quem se depositam, neste momento, muitas esperanças de salvação do Brasil. Digo, pois: Sancte Antonie Gramsci, ora pro nobis.

    Para Gramsci o senso comum não coincide com a ideologia de classe, e é precisamente aí que está o problema. Na maior parte das pessoas, o senso comum se compõe de uma sopa de elementos heteróclitos colhidos nas ideologias de várias classes. É por isto que, movido pelo senso comum, um homem pode agir de maneiras que, objetivamente, contrariam o seu interesse de classe, como por exemplo quando um proletário vai à missa. Nesta simples rotina dominical oculta-se uma mistura das mais surpreendentes, onde um valor típico da cultura feudal-aristocrática, reelaborado e posto a serviço da ideologia burguesa, aparece transfundido em hábito proletário, graças ao qual um pobre coitado, acreditando salvar a alma, comete, na realidade, apenas uma grossa sacanagem contra seus companheiros de classe e contra si mesmo.

    Daí que Gramsci dê relativamente pouca importância à pregação revolucionária aberta, mas enfatize muito o valor da penetração camuflada e sutil. Para a revolução gramsciana vale menos um orador, um agitador notório, do que um jornalista discreto que, sem tomar posição explícita, vá delicadamente mudando o teor do noticiário, ou do que um cineasta cujos filmes, sem qualquer mensagem política ostensiva, afeiçoem o público a um novo imaginário, gerador de um novo senso comum. Jornalistas, cineastas, músicos, psicólogos, pedagogos infantis e conselheiros familiares representam uma tropa de elite do exército gramsciano. Sua atuação informal penetra fundo nas consciências, sem nenhum intuito político declarado, e deixa nelas as marcas de novos sentimentos, de novas reações, de novas atitudes morais que, no momento propício, se integrarão harmoniosamente na hegemonia comunista.

    Se nos perguntamos, agora, como foi possível que uma filosofia assim grosseira alcançasse no Brasil tão vasta audiência a ponto de inspirar o programa de um partido político, a resposta deve levar em consideração três aspectos: primeiro, a predisposição da intelectualidade brasileira; segundo, as condições do momento; terceiro, a natureza mesma dessa filosofia.

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