terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Combate à AIDS

.
Padre Elílio de Faria Matos Júnior

O combate à AIDS se deve fazer a partir de uma correta compreensão da natureza humana. O homem é um ser dotado de espírito. Não é puro espírito, mas é coroado pela dimensão espiritual. Por isso mesmo, não deve se sujeitar a todo tipo de paixão. O «éros», que é uma força inerente ao nosso ser, não pode chegar à sua verdadeira grandeza sem orientações e purificações, conforme a natureza espiritual do homem. O verdadeiro «eu» do homem não se reduz ao turbilhão cego das paixões. Do contrário, já não haveria um «eu», mas emaranhado de pulsões; o «eu» seria um simples resultado de forças cegas em contínuo movimento. Das duas, uma: ou o homem orienta e integra sadiamente as paixões em seu projeto de vida e constrói, assim, a felicidade, ou se torna um mero joguete de forças cegas e aleatórias e acaba frustrado.

Hoje, muitos daqueles que pretendem combater a AIDS não defendem uma correta compreensão da pessoa humana. Nutridos por um relativismo moral insustentável, próprio destes tempos niilistas, apregoam que o uso da camisinha poderia resolver a questão. "Use a camisinha e faça o que quiser", apregoam. O que fazem, no fundo, é estimular as promiscuidade e o rebaixamento do homem. O que não traz a felicidade, mas a frustração e o vazio.

Vamos combater a AIDS. É uma tarefa urgente. Mas vamos travar este combate a partir de uma correta «ecologia humana». Sim; existe também uma «ecologia humana», isto é, uma visão adequada daquilo que pode preservar a pessoa humana dos males e trazer-lhe o bem. Só a vivência responsável da sexualidade é realmente eficaz contra as mazelas morais, a frustração existencial e a AIDS. A virtude da castidade é para todos e está conforme a natureza humana e suas exigências espirituais. Castidade significa vivência correta da sexualidade, isto é, abstinência do ato sexual fora do casamento e fidelidade mútua dos cônjuges no casamento.

Quem vive por grandes ideais e por uma correta «ecologia humana» não pode deixar de experimentar no fundo a alma aquela paz que nenhuma entrega desordenada às paixões pode alcançar. «Bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus» (Jesus). Viva a castidade!

Que os portadores da doença possam contar com nossa amizade e solidarieadade, e a fé em Deus lhes dê apoio para levar adiante a vida com toda dignidade de filhos do Pai amantíssimo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário